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Economia

Ibovespa sobe mesmo com ameaças de tarifas

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Apesar da preocupação com a possível imposição de novas tarifas entre EUA e Brasil, o Ibovespa apresentou uma recuperação técnica após cinco sessões de queda, alcançando 174.197,10 pontos nesta sexta-feira, com alta de 1,16%. A semana fechou com crescimento de 0,24%, elevando o ganho anual para 8,11%. O volume financeiro teve giro de R$ 22,7 bilhões.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Márcio Elias Rosa, a conduzirem negociações técnicas com os Estados Unidos após o relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que indicou um possível aumento tarifário sobre produtos brasileiros.

O vice-presidente Geraldo Alckmin manifestou indignação em relação à recomendação do USTR, considerada injusta especialmente por envolver o Pix, que descreveu como patrimônio nacional.

Lula também declarou esperar um contato do presidente americano para discutir a proposta, ressaltando que a iniciativa foi feita de forma intempestiva e baseada em informações incorretas.

O presidente dos EUA elogiou publicamente o senador Flávio Bolsonaro após encontro na Casa Branca, descrevendo-o como um jovem inteligente e patriota.

Durante um evento, Lula responsabilizou o clã Bolsonaro pela nova taxação, chamando os filhos do ex-presidente de “traidores”. Ele também destacou a importância de tratar a exploração de terras raras como questão de soberania nacional.

Flávio Bolsonaro enviou uma carta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, expressando apreensão com as tarifas e solicitando que não sejam aplicadas.

Apesar das tensões políticas, os mercados brasileiros responderam bem, com alta do Ibovespa, dólar em queda para R$ 5,00 e redução na curva do DI, refletindo maior apetite por risco no exterior.

No segmento das principais ações da B3, a Petrobras saiu em queda, enquanto Vale se destacou com alta de 4,04%, e bancos como Bradesco também tiveram ganhos significativos. Entre os maiores avanços do índice figuraram CSN, Usiminas e Gerdau, enquanto Marcopolo, Magazine Luiza e WEG tiveram quedas.

O economista-chefe da Blue3 Investimentos, Roberto Simioni, avalia que a possível tarifa de 25% anunciada pelo governo Trump gera um impacto assimétrico e incerto, principalmente em setores específicos, afetando margens, volume de exportações e, indiretamente, o câmbio, juros e inflação no Brasil.

Rodrigo Moliterno, da Veedha Investimentos, comenta que a reação de alta foi puxada por bancos e commodities, com o mercado aguardando sinais de resolução para o conflito no Oriente Médio e mantendo a percepção de que a oposição continua forte na corrida presidencial de outubro.

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