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Durigan garante que Pix não está em discussão com EUA

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta terça-feira (2) que o Pix não faz parte das negociações sobre a proposta de taxação de 25% apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) na segunda-feira (1º).

“O PIX, símbolo maior da nossa independência financeira, não está em pauta para debate” afirmou Durigan.

Ele destacou o caráter democrático e gratuito da ferramenta, ressaltando o orgulho nacional: “Nosso país e nosso povo inovaram, criando uma tecnologia hoje admirada e desejada por outras nações.”

Durigan explicou os motivos pelos quais países da Europa e América Latina demonstram interesse no Pix: “É gratuito, fácil de usar e muito intuitivo. Entretanto, interesses privados e específicos resistem a essa universalização e abertura de um sistema de pagamentos tão democrático.”

Tanto o vice-presidente Geraldo Alckmin quanto o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, associam as pressões americanas contra o sistema brasileiro de pagamentos às ações da oposição nacional no exterior.

“Mais uma vez, a família Bolsonaro age contra o Pix. O Pix aparece nas investigações americanas relacionadas à Seção 301, mas é claro que não está em debate.”

Para o ministro, o foco deve estar na proteção da economia e dos empregos do Brasil: “Precisamos concentrar esforços para diminuir os impactos da guerra no Irã, apoiar os empresários que enfrentam investidas injustas da oposição, que prioriza interesses eleitorais em detrimento do interesse nacional. A soberania, o Pix e o bem-estar do povo brasileiro vêm sempre em primeiro lugar.”

Durigan qualificou os argumentos técnicos usados pelos Estados Unidos para justificar a tarifa punitiva sobre produtos brasileiros como ultrapassados e politicamente contaminados.

Ele destacou que o Pix impulsionou as operações com cartão de crédito no país e afirmou que grandes empresas de tecnologia são bem-vindas no Brasil, desde que respeitem as leis nacionais e não prejudiquem os interesses do país.

O ministro manifestou otimismo quanto às negociações tarifárias coordenadas pelo MDIC para atualizar as informações fornecidas aos Estados Unidos e reverter a medida unilateral.

“Explicaremos que o governo atual tem combatido o desmatamento, que as condições de trabalho melhoraram, a renda das famílias subiu, o emprego não é precário, e que a propriedade intelectual é respeitada no Brasil — de fato, são os americanos que se beneficiam disso.”

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