Brasil
Flávio pede que EUA evitem tarifas de 25% ao Brasil
O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, comunicou na terça-feira (2) que enviou uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, solicitando que o país não aplique novas tarifas ao Brasil.
“A imposição dessas tarifas traria grandes danos ao povo brasileiro, que vê os EUA como parceiro e amigo. Por isso, reitero formalmente o pedido que já fiz pessoalmente: que não sejam impostas tarifas ao Brasil”, declarou o senador.
Flávio mostrou preocupação com a situação econômica do Brasil, mencionando uma séria crise fiscal e econômica, além de um aumento no endividamento da população.
A decisão americana de cobrar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros foi anunciada após uma investigação sobre supostas práticas injustas do Brasil, fundamentada na Seção 301 da legislação comercial dos EUA. Um dos pontos destacados foi um suposto tratamento preferencial ao Pix, que prejudicaria empresas americanas.
Flávio Bolsonaro também agradeceu aos EUA por classificarem as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas estrangeiros.
Na semana anterior, Flávio se reuniu com Rubio em Washington.
Acusações de manipulação sobre as tarifas
O deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a investigação do senador Flávio Bolsonaro por possível atuação nos EUA influenciando a aplicação das novas tarifas contra o Brasil.
Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou Flávio Bolsonaro e sua família ao comentar a proposta do USTR sobre as tarifas. Ele afirmou que “os filhos do Bolsonaro são piores que ele, são traidores”.
Lula ressaltou que Flávio tentou negar envolvimento na nova taxação, mas lembrou manifestações públicas dele e de sua família após a cobrança das tarifas em 2025. O presidente citou agradecimentos dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro ao ex-presidente Donald Trump após o anúncio das sanções, incluindo elogios do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, que também defendeu a aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.


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