Centro-Oeste
Importância do diagnóstico precoce na cardiopatia congênita
O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) destaca sua atuação especializada no cuidado integral às crianças com cardiopatia congênita, condição que afeta cerca de 1% dos bebês no Brasil. Essa doença, que envolve alterações estruturais no coração formadas ainda na gestação, exige acompanhamento desde o diagnóstico até a reabilitação, mobilizando uma equipe multiprofissional que também apoia as famílias.
No Distrito Federal, o HCB é referência para exames complexos como eletrocardiograma, ecocardiograma e ressonância magnética cardíaca, além de realizar o acompanhamento pré e pós-operatório de cirurgias de alta complexidade realizadas no Instituto de Cardiologia e Transplante do Distrito Federal (ICTDF). Pacientes graves são encaminhados diretamente para a UTI do hospital, enquanto os estáveis recebem acompanhamento ambulatorial ou por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD).
Casos como o de Cecília Isis e Vitor Levi ilustram a diferença que o diagnóstico precoce pode fazer. Cecília foi diagnosticada ao nascer e passou por cirurgia aos cinco meses, permanecendo em tratamento contínuo no HCB com várias especialidades médicas. Já Vitor teve a cardiopatia detectada após o nascimento e também passou por cirurgia complexa, estando em processo de reabilitação.
A médica coordenadora de Cardiologia e Ecocardiografia, Juliana Duarte Diniz, explica que a cardiopatia congênita tem causas múltiplas envolvendo fatores genéticos e ambientais. Ela destaca a importância do diagnóstico precoce, que pode começar ainda na gestação com o ecocardiograma fetal, e a triagem neonatal com o teste do coraçãozinho, exame simples e fundamental realizado nas primeiras 24 horas de vida do bebê no sistema público de saúde.
O suporte do HCB vai além do tratamento clínico e cirúrgico, reconhecendo as dificuldades enfrentadas pelas famílias, muitas delas lideradas por mães solo que acumulam cuidados e responsabilidades financeiras. O Serviço Social do hospital realiza a admissão social para entender o contexto dos pacientes e oferecer o suporte necessário para promover o sucesso do tratamento.
Assim, o cuidado ao paciente com cardiopatia congênita é integral, combinando tecnologia, profissionais capacitados e uma rede de apoio que fortalece os vínculos familiares e sociais, garantindo às crianças a chance de uma infância plena e saudável.


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