Economia
Ouro sobe 3% com esperança de acordo no Oriente Médio
O ouro teve alta nesta sexta-feira, 12, impulsionado pela expectativa de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã, o que causou pressão sobre o dólar e reduziu as possibilidades de aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed). Apesar do avanço no dia, os metais preciosos encerraram a semana com queda.
Na bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto fechou em alta de 3%, cotado a US$ 4.238,80 por onça-troy, mas acumulou perda semanal de 2,9%. A prata para julho subiu 6,20%, alcançando US$ 67,97 por onça-troy, porém caiu 1,6% na semana.
Desde cedo, o ouro vinha registrando ganhos, acompanhando as notícias sobre as conversas no Oriente Médio que circulavam no mercado.
Donald Trump, presidente dos EUA, acusou o Irã de não ser honesto sobre o memorando das negociações. Pouco tempo depois, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, pediu o fim das especulações, afirmando que estavam muito próximos de fechar um acordo, uma declaração depois compartilhada por Trump nas redes sociais.
Embora ainda haja divergências, as notícias indicam progresso nas negociações. O mercado espera a reabertura do Estreito de Ormuz, o que reduziu os preços do petróleo e o dólar. O Deutsche Bank observou que os investidores diminuíram as apostas em aumentos rápidos das taxas pelo Fed em 2026, antes dados como certos para dezembro.
No entanto, o TD Securities alerta que os metais preciosos seguem pressionados e com ganhos limitados devido aos juros elevados dos títulos do Tesouro. O banco canadense destaca que o acordo ainda é frágil e os preços altos da energia mantêm os riscos. Segundo eles, se as negociações conseguirem manter o preço do petróleo em queda, poderá evitar que o ouro caia abaixo do nível crítico de US$ 4 mil.


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