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Camilo Santana apoia classificação do PCC e CV como terroristas
Camilo Santana, ex-ministro da Educação e senador (PT-CE), declarou apoio à classificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, posição que difere do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ele afirmou ao portal Metrópoles, na quinta-feira, 11, que essas facções promovem atos de terrorismo em todo o Brasil e que devem ser penalizadas da forma mais rigorosa possível.
Camilo ressaltou ter manifestado sua discordância diretamente ao presidente Lula, particularmente quanto às críticas feitas pelo governo brasileiro em relação à decisão americana. Ele ainda vê os Estados Unidos como parceiros importantes para fortalecer a cooperação internacional no combate ao crime organizado.
O senador destacou a importância de não politizar o tema da segurança pública, que deve ser tratado acima de disputas partidárias, fazendo uma referência indireta ao pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB).
Embora lideranças políticas da direita, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), defendam a classificação do PCC e CV como organizações terroristas, o governo brasileiro tem uma postura distinta. Em comunicado divulgado no final de maio, o Executivo reconheceu que esses grupos praticam terrorismo, mas afirmou que o enfrentamento é tarefa do Estado brasileiro. Criticou ainda a medida americana por envolver questões de soberania nacional.
Além disso, o Brasil apresentou proposta ao Departamento de Estado dos EUA para ampliar a cooperação internacional, visando o controle de lavagem de dinheiro e o combate ao tráfico de armas destinados ao país.
Em discurso no Senado no dia 9, Camilo Santana elogiou o governo federal na área de segurança pública e pediu que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, que está parada há três meses, seja colocada em votação. A PEC, aprovada na Câmara em março, inclui o aumento das penalidades para membros de facções e a autonomia dos estados para desenvolver políticas de segurança próprias. Também institui os fundos nacionais de segurança pública e penitenciário e obriga que cada ente federativo tenha seus próprios conselhos e políticas na área.
Camilo concluiu afirmando que o Brasil segue aberto à cooperação internacional por meio da troca de informações e parceria no combate ao tráfico e ao crime organizado, com base em uma democracia forte e diálogo responsável.


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