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Lula no G7 motiva diálogo sobre tarifas dos EUA e embargo da UE

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parte neste domingo (13) rumo a Évian-les-Bains, na França, como convidado da Cúpula do G7, fórum que reúne sete das principais economias industriais do mundo.

Esta marca a décima participação de Lula em encontros do G7 ao longo de seus três mandatos. Os membros permanentes do grupo são: Canadá, Estados Unidos (EUA), Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão. A União Europeia (UE) também integra o fórum como membro institucional.

A visita de Lula cria expectativas para possíveis conversas com o presidente dos EUA, Donald Trump, em um momento de tensões renovadas entre os países. Isso ocorre duas semanas após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciar a taxação de 25% sobre parte das exportações brasileiras, fundamentada em uma investigação de um ano do governo Trump sobre supostas práticas comerciais desleais do Brasil.

O USTR justifica a medida alegando que o Pix prejudica de forma injusta empresas americanas de pagamento eletrônico, como MasterCard, Visa e WhatsApp Pay.

Até agora, não está confirmada uma reunião bilateral entre Lula e Trump. Caso aconteça, será pouco mais de um mês após o último encontro na Casa Branca, Washington, no início de maio. Naquela ocasião, segundo Lula, as equipes dos dois países foram instruídas a apresentar uma proposta para resolver impasses sobre tarifas e a investigação do USTR, o que ainda não ocorreu.

“Não há definição para o encontro entre Lula e Trump. As negociações com os EUA continuam ativas”, afirmou o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, em entrevista na última quarta-feira (10).

Este será o primeiro contato após o governo dos EUA designar oficialmente as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO).

Outro ponto de atenção é o veto da União Europeia à importação de carnes, tripas, peixe e mel brasileiros, decisão que deve valer a partir de 3 de setembro. A medida foi oficializada recentemente, poucos dias após o início provisório do acordo Mercosul-União Europeia.

Não há confirmação de um encontro entre Lula e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Sobre o veto europeu, o embaixador Philip Fox-Drummond Gough comentou que há surpresa e preocupação, e que as discussões serão conduzidas com cuidado para encontrar soluções.

Quanto às reuniões confirmadas, destaca-se o encontro entre Lula e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que será o primeiro contato oficial entre eles. Há expectativa de negociação para futuro acordo entre Japão e Mercosul.

A cúpula do G7, presidida pela França, ocorre de 15 a 17 de junho. Além do Brasil, foram convidados líderes da Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. É provável também um encontro bilateral de Lula com o presidente francês, Emmanuel Macron.

Lula participará de três eventos importantes durante o G7: no dia 16, discursará sobre parcerias internacionais para o desenvolvimento, defendendo aumento da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD). No dia 17, abordará crescimento econômico equilibrado e a necessidade de reformar a governança global, incluindo instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização das Nações Unidas (ONU).

No mesmo dia, a comitiva brasileira terá um almoço com foco em Inteligência Artificial (IA), discutindo avanços tecnológicos e seus impactos globais.

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