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Definição do palanque de Lula em MG deve acontecer em breve, afirma Edinho Silva
Minas Gerais e Goiás são os únicos estados ainda sem palanques confirmados para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com Edinho Silva, presidente nacional do PT, a situação deve ser resolvida entre a próxima semana e o início de julho, demonstrando que a campanha presidencial está bem estruturada em todo o país.
Em Minas, a desistência de Rodrigo Pacheco (PSB) foi um revés, mas as negociações seguem avançadas e, segundo Edinho Silva, a decisão sobre a estratégia no estado será tomada dentro de uma semana. Para Goiás, a definição deve ocorrer até a primeira semana de julho.
Edinho destaca que o terceiro mandato de Lula se caracteriza pelo relacionamento respeitoso com governadores e prefeitos, facilitando acordos com partidos aliados. No entanto, a saída de Pacheco, candidato preferido por Lula, trouxe dificuldade para as negociações em Minas Gerais.
Devido a isso, o PT considera lançar candidatura própria no estado, conforme resolução aprovada pela legenda. Mesmo assim, a prioridade permanece a reeleição de Lula, e o partido mantém diálogo aberto para alianças com outras siglas. Edinho menciona conversas com Gabriel Azevedo, líder do MDB em Minas, e também com o PSB.
O PSB em Minas já indicou que apresentará uma candidatura própria ao governo, conforme declaração de Otacílio Costa Neto, presidente estadual da legenda. Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo, tem se reunido com dirigentes do PT, incluindo Edinho Silva e o deputado Baleia Rossi, presidente nacional do MDB. O PT também tem considerado uma aliança com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), mesmo que ele ainda resista à proposta.
Indefinição no palanque de Goiás
A demora para definir o palanque lulista em Goiás tem gerado críticas internas, indicando falta de construção coletiva e riscos para o projeto de reeleição. No estado, o governador Daniel Vilela (MDB), que assumiu após a saída de Ronaldo Caiado (PSD), enfrenta diversas pré-candidaturas ao Senado apoiadas pela base governista.
A indecisão do PT se deve à desistência da deputada Adriana Accorsi, presidente do diretório local, que optou por buscar novo mandato na Câmara dos Deputados. O partido chegou a apoiar a pré-candidatura da vereadora Aava Santiago (PSB), influente entre mulheres evangélicas, mas ela tem priorizado campanhas para deputado estadual e federal.
Atualmente, o PT trabalha para apoiar o ex-deputado Luis Cesar Bueno na disputa. Ele defende que a cautela na definição do palanque permite ampliar as chances de apoio. Uma das razões para o atraso foi a tentativa frustrada de aliança com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), figura considerada mais centrista.
Bueno anunciou sua pré-candidatura para partidos aliados e busca consolidar o apoio da Executiva Nacional. Apesar disso, alguns membros do partido expressam receio de que o palanque seja pouco expressivo, mesmo com a experiência de Bueno em cargos partidários e nas gestões nacionais do PT.

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