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Conheça os candidatos que querem ser presidente neste ano
À medida que as eleições presidenciais se aproximam, diversos partidos e líderes políticos começam a definir seus candidatos para a disputa pelo comando do Brasil. Atualmente, são 12 pré-candidatos indicados oficialmente pelas legendas, além de um candidato que busca sua vaga em uma disputa interna. Porém, os nomes oficiais para a corrida à presidência só serão confirmados após as convenções partidárias, que têm início em 20 de julho, e o registro das candidaturas precisa ser feito até 15 de agosto, data que antecede o começo da campanha eleitoral.
Veja a seguir um resumo dos principais pré-candidatos indicados pelos partidos, suas trajetórias políticas, formação acadêmica e percurso público.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, é o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) para a reeleição em 2026. Natural de Garanhuns, Pernambuco, mudou-se ainda criança para São Paulo, onde trabalhou como metalúrgico e ganhou destaque como líder sindical durante as greves do ABC paulista no final da década de 1970.
Lula foi um dos fundadores do PT durante o processo de redemocratização do Brasil e permaneceu no partido desde então. Apesar das derrotas nas eleições presidenciais de 1989, 1994 e 1998, foi eleito presidente em 2002, governando de 2003 a 2010. Reeleito em 2022, cumpre seu terceiro mandato até 2026.
Em 2018, no âmbito da Operação Lava Jato, Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, passando 580 dias preso. Entretanto, o Supremo Tribunal Federal anulou essas condenações em 2021 devido à parcialidade no julgamento, permitindo seu retorno à vida pública e atual candidatura.
Flávio Bolsonaro (PL)
Senador pelo Rio de Janeiro e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro foi escolhido pelo Partido Liberal (PL) como pré-candidato presidencial após a inelegibilidade de seu pai. Flávio atuou como deputado estadual entre 2003 e 2019 e, em 2018, foi eleito para o Senado com mais de 4 milhões de votos.
Nos últimos tempos, sua popularidade sofreu impacto após a divulgação de áudios que revelam negociações financeiras envolvendo R$ 134 milhões com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Augusto Cury (Avante)
Augusto Jorge Cury é psiquiatra, professor e escritor, conhecido por obras de autoajuda e pelo livro O Vendedor de Sonhos, que foi adaptado para o cinema. Nascido em Colina, São Paulo, lançou sua pré-candidatura pelo Avante em 2026, com uma plataforma que busca superar a polarização política, dialogando principalmente com políticos de centro e centro-direita.
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, conhecido como Cabo Daciolo, é bombeiro militar da reserva, pastor evangélico e ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro. Sua carreira política inclui tentativas frustradas em 2006 e 2008, e uma vitória para a Assembleia Legislativa do Rio em 2014. Durante seu mandato, foi expulso do PSOL e mudou de partido diversas vezes.
Ficou conhecido nacionalmente ao concorrer à presidência em 2018, quando obteve cerca de 1,3 milhão de votos. Em 2022, tentou a vaga no Senado pelo PDT, com resultados modestos.
Edmilson Costa (PCB)
Edmilson Silva Costa, secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB), é doutor em economia pela Universidade Estadual de Campinas e professor universitário. No cenário político, já disputou a prefeitura de São Paulo em 2008 e a vice-presidência em 2010, sempre representando o PCB.
Hertz Dias (PSTU)
Hertz da Conceição Dias é professor na rede pública do Maranhão e rapper, além de militante do Movimento Negro. Ele concorreu ao governo do Maranhão em 2022 pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), obtendo uma pequena porcentagem dos votos. Em 2026, é pré-candidato à presidência pelo mesmo partido.
Renan Santos (Missão)
Renan Antônio Ferreira dos Santos é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) e coordenador do partido Missão, de origem ligada ao MBL. Conhecido por seu ativismo político e participação em protestos que levaram ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, essa é sua primeira disputa por um cargo eletivo. No espectro político, se posiciona contra o bolsonarismo e o petismo, e tem sido apelidado de “Javier Milei brasileiro” por suas ideias disruptivas e estilo combativo.
Romeu Zema (Novo)
Romeu Zema Neto é administrador formado pela Fundação Getúlio Vargas e empresário. Ingressou na política em 2018 ao ser eleito governador de Minas Gerais, cargo que exerce atualmente após reeleição em 2022. Embora se alinhe ao bolsonarismo e critique o PT, tem demonstrado independência ao criticar figuras específicas da direita.
Ronaldo Caiado (PSD)
Ronaldo Ramos Caiado tem ampla experiência legislativa como deputado federal e senador por Goiás, além de ter sido eleito governador do estado em primeiro turno duas vezes consecutivas. Pertencente a uma família influente no agronegócio, mantém posições conservadoras e busca, em 2026, sua segunda tentativa à presidência.
Rui Costa Pimenta (PCO)
Rui Costa Pimenta é jornalista e presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), identificando-se como comunista e trotskista. Fundador do PT, foi expulso em 1995, ano em que criou o PCO. Já disputou a presidência em 2002, 2010 e 2014, e retoma a candidatura em 2026.
Samara Martins (UP)
Samara Martins Silva é dentista que atua no Sistema Único de Saúde e militante de movimentos sociais focados em mulheres e pautas negras. Foi diretora de mulheres na União Nacional dos Estudantes e candidata a vice-presidente em 2022 pela Unidade Popular, partido no qual é vice-presidente.
Joaquim Barbosa (DC)
Joaquim Barbosa, indicado pela Democracia Cristã, é ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) conhecido por seu papel no julgamento do mensalão. Formado em Direito pela Universidade de Brasília, trabalhou no Ministério Público Federal antes de sua nomeação ao STF pelo presidente Lula.
Aldo Rebelo (DC*)
Aldo Rebelo tenta viabilizar sua candidatura pelo Democracia Cristã, embora sem o apoio oficial da liderança do partido e envolvido em disputas judiciais pela reintegração ao partido. Foi deputado federal por São Paulo por 24 anos e ocupou cargos ministeriais nos governos Lula e Dilma, com destaque para a presidência da Câmara dos Deputados.

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