Economia
Lula apresenta nova versão do Desenrola para crédito mais fácil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta segunda-feira, no Palácio do Planalto, o Desenrola Adimplentes, uma nova modalidade da política de crédito do governo federal direcionada aos consumidores que mantêm suas contas em dia. O evento contou com a presença do ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Essa iniciativa faz parte do conjunto de ações que o governo pretende implementar até 4 de julho, data a partir da qual ocupantes de cargos públicos concorrendo nas eleições de outubro não podem participar desses eventos.
O objetivo do programa é oferecer condições de crédito mais vantajosas para pessoas que, mesmo não estando inadimplentes, comprometem uma parte significativa de sua renda com empréstimos feitos em momentos de juros altos.
Fontes do setor indicam que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não dará apoio institucional ao novo programa. A entidade, que colaborou com o governo no levantamento de dados para o público elegível e apoiou o Novo Desenrola Brasil para inadimplentes, acredita que a adesão das instituições financeiras ao novo programa será baixa. Sem esse apoio institucional, a participação ficará a critério de cada banco, conforme suas políticas internas de crédito.
A equipe econômica entende que consumidores que pagam suas contas em dia também enfrentam dificuldades financeiras e podem se beneficiar da troca de dívidas mais caras por opções de crédito com juros menores.
Para ingressar no programa, é necessário ter pago pelo menos quatro parcelas de uma dívida de até R$ 15 mil de forma pontual.
O novo Desenrola amplia a política iniciada com o Desenrola Brasil, lançado em 2023 para renegociar dívidas de consumidores inadimplentes. Agora, o governo busca atingir um público que não foi contemplado anteriormente e responder às críticas de que os programas anteriores favoreciam principalmente quem não pagava suas contas.
Nos últimos meses, membros da equipe econômica defenderam publicamente a criação de um programa para consumidores adimplentes. Dario Durigan ressaltou que a proposta visa evitar que pessoas com bom histórico de pagamento entrem na inadimplência devido ao alto custo do crédito no país, especialmente os trabalhadores informais.

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