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Governo cria escritório para combater crime organizado em SP

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Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública, inaugurou em São Paulo o Escritório Nacional Antifacção. Esta unidade visa reforçar a luta contra o crime organizado, funcionando como um ponto de coordenação entre as forças federais, estaduais e municipais, localizada na região da Luz, centro da capital paulista.

O escritório tem a missão de desenvolver estratégias e ações de inteligência para enfrentar as organizações criminosas. O ministro destacou que a presença do Estado será fortalecida nas áreas onde os desafios ocorrem, aumentando a comunicação com as forças de segurança e a eficiência na resposta.

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, explicou que o foco principal será a restrição financeira das facções criminosas, uma das diretrizes do Programa Brasil contra o Crime Organizado, que inclui a aplicação de uma nova lei antifacção e ações contra a violência e o tráfico de armas.

A iniciativa busca combater o crime organizado por múltiplas frentes, especialmente pela limitação dos recursos financeiros das organizações criminosas. O escritório coordenará ações integradas entre as forças de segurança, órgãos judiciais e instituições financeiras, promovendo o intercâmbio de informações estratégicas e de inteligência.

A coordenação em São Paulo ficará sob responsabilidade do ex-ouvidor das Polícias de São Paulo, Benedito Mariano. Novos escritórios com a mesma função estão planejados para o Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu.

Investimentos em presídios

O governo federal anunciou investimentos nos 138 presídios selecionados para melhorar a capacidade e a segurança, com o objetivo de dificultar as ações das organizações criminosas. A intenção é modernizar esses locais com tecnologias como scanners corporais, geo-radares e dispositivos de rastreamento eletrônico. Essa escolha foi feita com base nos dados produzidos pelo Ministério da Justiça sobre a presença das facções nos presídios.

Posição sobre sanções dos Estados Unidos

O ministro Wellington César Lima e Silva comentou as sanções aplicadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos a brasileiros e empresas acusados de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele ressaltou que essa designação tem efeito apenas dentro dos EUA, sem repercussão além de seu território. Destacou a importância de todos os países fortalecerem suas ações contra o crime organizado, respeitando a soberania dos demais.

Chico Lucas enfatizou que os Estados Unidos têm autonomia para suas estratégias, mas deve ser respeitada a soberania brasileira. A cooperação internacional é fundamental para o combate ao crime organizado e o governo brasileiro está aberto a colaborar com quaisquer países e organizações que desejem atuar nessa área.

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