Brasil
Uso extra de usinas termelétricas pode ocorrer com clima adverso
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) informou nesta quarta-feira (1) que poderá haver a necessidade de ativar usinas termelétricas adicionais caso se confirmem os cenários de maior demanda por energia e condições meteorológicas desfavoráveis. Além das termelétricas, outras estratégias incluem a operação eficiente das hidrelétricas no rio São Francisco e a gestão cuidadosa do reservatório da Usina de Itaipu.
O colegiado apontou uma probabilidade elevada da manifestação do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, com a maioria das projeções indicando intensidade forte a muito forte. Em consequência, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) precisa se preparar para garantir a oferta de energia e potência no sistema.
Apesar dessas previsões para o segundo semestre, houve uma melhora contínua nas condições hidrometeorológicas na Região Sul durante junho, principalmente na bacia do rio Iguaçu, resultando na recuperação satisfatória dos níveis dos reservatórios locais.
Segundo o ONS, a presença frequente de frentes frias e massas de ar frio nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste contribuiu para chuvas e temperaturas abaixo da média histórica para o período. Nessas regiões, as medições indicaram volumes pluviométricos superiores à média mensal em bacias como Iguaçu, Tietê, Grande, Paranaíba e na área da Usina de Itaipu. Vale destacar que as bacias dos rios Tietê, Grande e Paranaíba normalmente apresentam baixos índices de chuva nessa época do ano.
Para a maioria das outras bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN), as condições estão próximas à média histórica. Durante a reunião, o ONS apresentou o Plano da Operação Energética (PEN), ferramenta que analisa os critérios de garantia de fornecimento de energia e potência para o período de 2027 a 2030, com resultados previstos para divulgação no dia 7 de julho, data em que haverá encontro com agentes do setor.

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