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Ex-secretária de Bem-Estar Animal denunciada por maus-tratos no RS

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A ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas, localizada no Rio Grande do Sul, enfrenta acusações de maus-tratos a animais de estimação cometidos durante o ano de 2025 em Canoas e Porto Alegre.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e divulgada em 1º de maio, Paula Lopes teria utilizado sua autoridade no cargo para ordenar a eutanásia de animais sem a realização de exames que confirmassem doenças ou condições que justificassem tais procedimentos.

Paula Lopes, que não possui formação em Medicina Veterinária, ocupou o cargo de secretária municipal de Bem-Estar Animal de Canoas entre janeiro e julho de 2025, quando renunciou ao posto. Durante esse breve período, foram realizadas 478 eutanásias sob sua direção.

Além dela, oito outras pessoas foram denunciadas por eutanásia ilegal, e uma nona figura, entre elas uma policial civil, foi acusada de outros crimes, incluindo o repasse de dados sigilosos para facilitar ações ilícitas.

O MPRS também denunciou uma associação criada e mantida por Paula Lopes por envolvimento em maus-tratos em três casos distintos. Esta entidade também teria sido usada para arrecadar fundos para supostos tratamentos, os quais eram desviados para Paula e seu marido.

Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Paula Lopes usava sua imagem nas redes sociais exibindo animais com necessidades especiais que supostamente adotava para justificar suas arrecadações.

O Ministério Público pediu que fossem aplicadas penalidades ambientais e criminais previstas em lei, como a proibição da guarda de animais e a perda de bens relacionados aos crimes e funções públicas.

O promotor de Justiça Leonardo Giardin de Souza, responsável pelo caso, afirmou que não é possível fazer acordos para evitar a ação penal, dado o grau de violência envolvido.

“A atitude é extremamente cruel e condenável, tanto do ponto de vista da proteção ambiental quanto pelo sofrimento imposto aos donos dos animais. Essa situação não afeta apenas a população de Canoas, mas também lembra os difíceis momentos vividos após a enchente de maio de 2024. As eutanásias ilegais foram realizadas em grande escala e com motivações fraudulentas”, declarou.

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