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Flávio quer falar com Bolsonaro sobre ação da PF após viagem aos EUA
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, retornou ao Brasil após quatro dias em Washington, onde realizou uma série de encontros políticos e comerciais com o governo dos Estados Unidos.
Uma das principais intenções de Flávio ao chegar será conversar com o ex-presidente Jair Bolsonaro para atualizar sobre a viagem e discutir os acontecimentos relacionados à recente operação da Polícia Federal na casa do ex-presidente.
A ação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes devido a divergências apresentadas pela defesa sobre o paradeiro das armas registradas em nome de Bolsonaro. Os agentes estiveram na residência por volta das 7h, procurando armas, munições, acessórios e documentos de registro, mas saíram após cerca de uma hora e meia sem apreender nenhum material.
A prioridade inicial era realizar o encontro na quinta-feira, porém, a agenda apertada pode impedir isso, já que Flávio chega ao final do dia e no dia seguinte tem compromissos no Ceará, incluindo um almoço e eventos de pré-campanha. Caso não consigam se encontrar na quinta, a conversa deve ocorrer na manhã de sexta-feira.
Como advogado constituído na execução penal do pai, Flávio pode visitá-lo diariamente por até 30 minutos, das 8h às 18h.
O senador quer informar Jair Bolsonaro sobre as conversas mantidas nos Estados Unidos e entender a visão dele sobre a operação da Polícia Federal. Em transmissão ao vivo, Flávio classificou a operação como uma “tentativa clara de criar distração” para dividir a atenção da mídia enquanto ele cumpria compromissos em Washington.
A viagem foi considerada por aliados como uma das mais importantes da pré-campanha internacional. Flávio participou de audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), fase final da investigação comercial que pode resultar em sobretaxas de 25% para produtos do Brasil, prevista para julho.
Durante sua apresentação, Flávio defendeu a suspensão das tarifas, destacou a importância do Pix e argumentou que a imposição de novas sobretaxas daria força política ao presidente Lula (PT).
Além do conteúdo comercial, o senador politizou o discurso, criticando o Supremo Tribunal Federal, afirmando que Jair Bolsonaro é alvo de uma “caça às bruxas” judicial, e citou vários escândalos para defender que casos de corrupção têm responsáveis definidos e não devem justificar sanções comerciais contra o Brasil.
Após a audiência, Flávio estendeu a estadia nos EUA para realizar reuniões com pessoas ligadas ao governo Trump com o objetivo de reforçar seus argumentos e manter diálogo aberto antes da decisão final sobre as tarifas.
Durante esses encontros adicionais, propôs incluir o Brasil em um acordo de livre comércio semelhante ao que existe entre Estados Unidos, México e Canadá.
A proposta, chamada por ele de “AFTA”, implica eliminar a letra “N” do NAFTA, formando uma nova aliança comercial que abriria oportunidades para atrair investimentos dos EUA e criar uma zona de livre comércio com esses países.
Essa iniciativa foi apresentada uma semana após o governo Trump anunciar o fim da renovação automática do USMCA, tratado que substituiu o NAFTA, optando por revisões anuais e criando dúvidas sobre a continuidade do acordo.

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