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Quem é o empresário Thiago Miranda envolvido em operação da Polícia Federal sobre o Master

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O publicitário Thiago Miranda, ex-sócio de Leo Dias e proprietário de uma agência suspeita de contratar influenciadores para atacar o Banco Central e realizar ações contra jornalistas, foi alvo de uma ação da Polícia Federal na quinta-feira, 9.

A investigação da PF destaca Miranda como intermediário entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e as atividades dos influenciadores contra o BC após a liquidação do banco. A defesa afirma que não houve irregularidades.

Thiago Miranda também apresentou o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Vorcaro no final de 2024, e participou da intermediação dos pagamentos do banqueiro para um fundo nos Estados Unidos destinado a patrocinar um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Diálogos obtidos pela PF no celular de Miranda, divulgados em maio pelo site Intercept Brasil e confirmados pelo Estadão, revelaram que o publicitário organizou encontros entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro e cobrou pagamentos atrasados do banqueiro. A PF já possuía esses diálogos por meio do celular apreendido de Vorcaro.

Segundo pessoas próximas, Miranda mantém boa relação com Flávio Bolsonaro há anos. Ele afirmou à PF ter conhecido Vorcaro recentemente, por meio de um empresário de Minas Gerais, durante negociações para venda de participação no portal Leo Dias, do qual era sócio.

Posicionamento da defesa de Thiago Miranda

Em nota assinada pelo advogado Rafael Martins, a defesa do publicitário nega que ele tenha cometido ilegalidades. Confira o comunicado:

“Sobre os fatos amplamente divulgados no dia de hoje, a defesa de Thiago Miranda declara categoricamente que ele não cometeu qualquer ilegalidade.

Thiago Miranda sempre conduziu sua atuação profissional com base na legalidade, transparência, respeito às instituições e no livre exercício da liberdade de expressão, sem praticar atos criminosos ou participar de ações que intimidem, coajam, constranjam ou violem direitos alheios.

A defesa ressalta que a existência de investigação em andamento não permite julgamento antecipado da culpa, sendo essenciais as garantias constitucionais do devido processo legal, ampla defesa, contraditório e presunção de inocência. Thiago Miranda está completamente disponível para prestar esclarecimentos, colaborar com as autoridades e provar a regularidade de sua conduta.

Por fim, a defesa acompanhará todos os procedimentos com atenção, adotando medidas jurídicas necessárias para garantir que os fatos sejam apurados com equilíbrio, técnica e respeito às garantias legais, evitando interpretações precipitadas ou distorcidas da realidade.”

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