Economia
Nordeste recebe R$ 2,2 bilhões para desenvolvimento
Foi publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (10) a aprovação para aumentar os recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), que é gerido pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O fundo terá um acréscimo de R$ 2,2 bilhões, vindos do New Development Bank (NDB), também conhecido como Banco dos Brics, e da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).
Esses novos fundos vão ampliar a oferta de crédito para projetos grandes que visam o crescimento da região, principalmente nas áreas de infraestrutura, indústria, logística e energia sustentável, dentro da área de atuação da Sudene. Além disso, o aumento dos recursos ajudará a apoiar projetos ligados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), focando em proteção ambiental, adaptação às mudanças climáticas e desenvolvimento urbano e rural com baixo impacto ambiental.
Essa ação reforça a estratégia de fortalecer o FDNE como uma ferramenta de financiamento a longo prazo para projetos que possam aumentar a competitividade da economia nordestina, criar empregos qualificados e atrair investimentos para a região.
Do total aprovado, o NDB investirá US$ 300 milhões, cerca de R$ 1,5 bilhão, com desembolsos programados entre 2026 e 2029. Para este ano estão previstos US$ 50 milhões; em 2027, US$ 150 milhões; e, nos dois anos seguintes, outros US$ 50 milhões anualmente. Já a Agência Francesa de Desenvolvimento contribuirá com 120 milhões de euros, aproximadamente R$ 700 milhões, em parcelas de 24 milhões de euros anuais até 2030.
Segundo o superintendente Francisco Alexandre, esse investimento mostra a confiança das instituições financeiras internacionais na capacidade do FDNE de promover projetos que transformam o Nordeste.
Francisco Alexandre afirmou: “Esse aporte fortalece um instrumento público de financiamento, aumentando a capacidade da Sudene de apoiar projetos que geram empregos, crescem em competitividade e promovem uma economia sustentável no Nordeste”.
O aumento dos recursos chega em um momento de maior demanda por financiamentos na região. Essa necessidade ficou clara na Chamada Nordeste, uma iniciativa coordenada pela Sudene em parceria com o BNDES, Banco do Nordeste, Finep, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Consórcio Nordeste, que recebeu muitas propostas de investimento.
Foram aprovados 189 projetos, somando uma demanda por crédito de aproximadamente R$ 113 bilhões em diversos setores da economia, refletindo o dinamismo da região e a importância de expandir o financiamento a longo prazo.
Administrado pela Sudene, o FDNE é uma das principais ferramentas da Política Nacional de Desenvolvimento Regional. Ele financia projetos estratégicos para transformar a economia do Nordeste, ajudando a modernizar a infraestrutura, fortalecer a indústria, ampliar o uso de energias renováveis e gerar empregos e renda em toda a região atendida pela Sudene.

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