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Como proteger seu pet da raiva e leishmaniose: dicas simples e eficazes

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Mateus Vidigal, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

No Distrito Federal, cães e gatos ficam sujeitos a duas doenças que exigem atenção constante: a raiva, que pode afetar ambos os animais, e a leishmaniose visceral, exclusiva dos cães. Felizmente, existem passos acessíveis que tutores podem seguir para prevenir, identificar e tratar essas doenças.

Leishmaniose visceral canina

Transmitida pela picada do mosquito-palha infectado pelo protozoário Leishmania infantum, essa doença pode não apresentar sinais por um longo tempo. Quando aparecem sintomas, os principais são apatia, fraqueza, perda de peso, queda de pelos, unhas muito crescidas, feridas na pele e aumento de órgãos internos.

Se houver suspeita, a equipe de zoonoses realiza testes rápidos e exames confirmatórios no sangue do animal. Um laudo de médico veterinário é necessário para confirmar o diagnóstico.

Após a confirmação, o tutor recebe orientações, incluindo a possibilidade da eutanásia humanitária, se assim desejar. Caso prefira tentar o tratamento, o acompanhamento veterinário é garantido, pois o laboratório oferece suporte durante todo o processo, embora não realize o tratamento direto dos animais infectados.

Animais contaminados permanecem sob observação em canis ou gatil por no máximo 24 horas, para evitar riscos de contágio. Em caso positivo, o paciente canino é transferido para o QNF, Parque Lago do Cortado, em Taguatinga, com agendamento prévio.

Raiva animal

Doença viral grave, a raiva pode ser transmitida aos humanos e se espalha pela saliva de animais infectados por meio de mordidas, arranhões ou lambidas. Sintomas como mudança súbita de comportamento, agressividade ou retraimento, paralisia, salivação excessiva e dificuldade para engolir são alertas importantes.

Campanhas de vacinação são realizadas durante todo o ano em postos fixos no Distrito Federal. Para vacinar o pet, ele precisa estar saudável e ter ao menos três meses. O tutor deve levar documento de identidade e o animal ao posto de vacinação indicado.

Para evitar o contato com a raiva, recomenda-se evitar tocar em cães e gatos desconhecidos, especialmente em situações de descanso, alimentação ou proximidade de seus filhotes. Deve-se também evitar contato com morcegos e outros animais silvestres, principalmente se estiverem no chão ou agindo de forma incomum. Animais suspeitos ou mortos devem ser comunicados à vigilância ambiental para recolhimento.

Mais informações podem ser obtidas nos postos de atendimento de saúde ambiental em Brasília, que também realizam coleta de sangue para exame de leishmaniose e vacinação antirrábica em horários acessíveis durante a semana.

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