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Espanha em luta contra grandes incêndios próximos a Madri

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A Espanha enfrenta momentos decisivos para controlar os incêndios próximos à capital, Madri, onde milhares de pessoas aguardam ansiosamente para retornar às suas casas, ou ao que restou delas.

As chamas, que têm uma magnitude histórica, tiveram seu avanço desacelerado, segundo autoridades que visam estabilizar a área afetada antes de uma nova onda de calor que se aproxima e pode agravar a situação.

Após um começo de verão marcado por temperaturas elevadas e seca severa, vários incêndios têm devastado vastas áreas, especialmente em Madri e arredores, forçando a evacuação de cerca de 75.000 moradores e turistas.

Alguns já poderão voltar para suas residências, embora ainda não saibam precisar o estado em que as encontraram.

Na serra a oeste da cidade, local tradicional de refúgio do calor para os habitantes da capital, María Ángeles Cañete observava, emocionada, seu camping destruído pelo fogo. Ela afirmou com tristeza: “Perdemos tudo”, lembrando que possuíam mais de um estabelecimento que foi consumido pelas chamas.

O incêndio originou-se na província de Ávila e avançou para a região de Madri, tornando-se o maior incêndio florestal recente do país, com quase 50.000 hectares queimados conforme informado pelo governo no domingo.

Com a reabertura parcial das estradas, foi possível ver os estragos causados pelo fogo próximo à capital: desde veículos queimados em uma área industrial até animais mortos no meio das florestas devastadas.

Karim Benali, voluntário na região próxima ao município de Navaluenga, descreveu a cena como desoladora, mencionando veados mortos e animais desaparecidos, acusando a falta de ações efetivas para conter o incêndio.

Assim como na França, que também enfrenta queimadas, a combinação de seca prolongada e ondas intensas de calor desde junho elevou o risco de incêndios e dificultou os esforços para apagar as chamas.

Durante a noite, a queda das temperaturas, diminuição do vento e um aumento na umidade favoreceram o trabalho dos bombeiros, que conseguiram reduzir o avanço do fogo embora ele permaneça ativo e instável.

As autoridades alertam que os próximos dias são cruciais, pois uma nova onda de calor poderá elevar as temperaturas até 40ºC no centro e sul da Espanha, complicando ainda mais os trabalhos de combate aos incêndios.

Fernando Grande-Marlaska, ministro do Interior, ressaltou que segunda e terça-feira são dias fundamentais para conter o fogo, ressaltando que as previsões meteorológicas a partir de quarta-feira são preocupantes.

Além das chamas em Madri, outro grande incêndio atinge a região de Castellón, no leste, onde o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, acompanhou os esforços de combate nesta segunda-feira.

Pedro Sánchez atribui esses incêndios ao impacto das mudanças climáticas, destacando que tais eventos não são casos isolados, mas sim sintomas graves de uma crise climática que se torna cada vez mais frequente e intensa.

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