Centro-Oeste
Povos da floresta expõem arte e cultura em Brasília
A partir desta quarta-feira (29), Brasília recebe a exposição que destaca a riqueza e diversidade dos povos da floresta, com entrada franca no Memorial dos Povos Indígenas. A mostra reúne artistas indígenas e comunidades tradicionais, promovendo um encontro único entre arte, ancestralidade e memória da região amazônica.
Idealizado pelo Centro de Inovação da Amazônia (Rioterra), o Festival dos Povos da Floresta traz para a capital federal uma série de expressões culturais que celebram a diversidade estética e territorial da Amazônia. A cerimônia de abertura acontece na terça-feira (28), das 19h às 21h, reunindo artistas, curadores e o público para uma celebração da cultura brasileira.
A exposição conta com fotografias, pinturas, esculturas, instalações e experiências em realidade virtual, aproximando os visitantes das histórias e modos de vida dos povos amazônicos. Entre os artistas em destaque estão Gustavo Caboco, Paula Sampaio, Will Arehj e Wauto Am, além de um valioso acervo fotográfico da Rioterra com trabalhos de Marcela Bonfim, Alexis Bastos, Fred Bastos, Alexandre Rotuno e Will Arehj.
A diversidade da Amazônia é representada também por artistas de Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, como Saulo de Souza, Rafael Prado, Evandro Câmara, Bototo, Avener Prado, Isaías Miliano, Pedro Macuxi, Kaiwino Wiz (Georgina), Vinícius Kenede, Caripoune Yermollay, Ya Juarez, Keyla Palikur, Thay Ptit, Hugo Figueiredo e Gilson Tupinambá.
Após passar por Porto Velho, Boa Vista, Macapá e Belém, a exposição reúne agora em Brasília os diálogos construídos ao longo do projeto, sob curadoria de Isabela Bastos e Lucas Baim. Mais do que arte, a mostra convida a refletir sobre a pluralidade e resistência dos povos amazônicos, evidenciando suas memórias e cosmologias.
O público terá ainda a oportunidade de assistir curtas-metragens produzidos em diferentes estados da Amazônia e vivenciar experiências em realidade virtual que apresentam paisagens, saberes e culturas da floresta, ampliando o acesso à diversidade cultural da região por meio de tecnologia inovadora.
Para garantir a inclusão, a exposição oferece recursos de acessibilidade, como intérpretes de Libras e audiodescrição das obras via QR Code. A iniciativa reafirma o compromisso de fortalecer o protagonismo dos povos amazônicos e valorizar suas produções artísticas.
Informações
- Local: Memorial dos Povos Indígenas (MPI)
- Abertura: terça-feira (28), das 19h às 21h
- Visitação: de quarta-feira (29) a 27 de setembro
- Horário: terça a domingo, das 9h às 17h
- Entrada: gratuita

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