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Venezuela reinicia busca por vítimas em prédio demolido após terremotos
Os socorristas voltaram na sexta-feira (31) a procurar corpos nos destroços de um edifício que foi demolido em um ponto central das áreas afetadas pelos terremotos na Venezuela, onde ontem as autoridades realizaram a demolição controlada de estruturas gravemente danificadas.
Os abalos sísmicos que atingiram o norte do país no mês passado provocaram severos estragos especialmente no estado de La Guaira, localizado a cerca de 30 km de Caracas. Conforme dados oficiais, a tragédia matou mais de 5.500 pessoas, derrubou 190 edifícios e afetou outros 856.
Uma retroescavadeira foi usada para remover as placas de concreto amontoadas após a demolição de um prédio de 12 andares em Catia La Mar, La Guaira. Henley Pinto, que está procurando por quatro desaparecidos, explicou à AFP que a retirada manual era inviável e que o emprego de máquinas e demolidores era necessário.
Os dois primeiros andares desabaram e o prédio permaneceu inclinado, aumentando os riscos para os resgatistas. Um bombeiro descreveu: “A estrutura ficou com um ângulo que representa perigo para a comunidade”. Ele acrescentou que a etapa atual é a recuperação dos corpos, porém em uma área segura para os trabalhadores.
O último levantamento oficial indicava 5.546 mortos, mas voluntários e equipes de resgate continuam diariamente a retirada de vítimas dos escombros.
Na região de Catia La Mar, três torres habitacionais caíram completamente e outras três ficaram parcialmente inclinadas. Com a demolição de uma dessas torres concluída ontem, as outras duas serão demolidas em seguida, conforme informado pelos bombeiros.
Henley Pinto havia solicitado a demolição do edifício dias antes, um processo acertado com as autoridades locais. Ele detalhou que o procedimento não consiste apenas em detonar explosivos, mas em uma técnica precisa onde os explosivos são posicionados estrategicamente para que a queda ocorra de forma controlada.
Moradores manifestam preocupação de que as implosões possam dificultar a localização dos corpos remanescentes. Kimberly Roa, dona de casa de 27 anos, lamentou: “Meu pai está no primeiro andar. A demolição da torre vai complicar ainda mais sua recuperação”.

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