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Economia

BNDES e FIDA reúnem estados do Nordeste para discutir adaptação climática no Semiárido

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) promovem, nesta semana, na sede da Embrapa, em Brasília, o primeiro Fórum de Transparência e Orientação da iniciativa Sertão Vivo.

O evento, que termina nesta quinta-feira, dia 6, reúne representantes de governos estaduais, ministérios, instituições de pesquisa e organizações da sociedade civil para apresentar o estágio atual do programa, acompanhar resultados, trocar experiências, debater melhorias e definir os próximos passos.

Sertão Vivo é uma ação conjunta do BNDES, FIDA e Fundo Verde para o Clima (CGF), com execução coordenada pelos estados da Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe. A Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC) é a responsável pelo planejamento, monitoramento, avaliação, aprendizado e gestão do conhecimento. O FIDA é uma agência especializada das Nações Unidas dedicada ao combate à pobreza e à fome em áreas rurais.

O projeto soma recursos de R$ 1,025 bilhão, visando beneficiar 250 mil famílias rurais, aproximadamente 1 milhão de pessoas no Semiárido. O programa utiliza recursos reembolsáveis e não reembolsáveis para financiar ações de adaptação climática e combate à pobreza rural.

Este Fórum indica a transição da fase de contratação para a execução nas regiões. Os cinco contratos estaduais foram assinados, as missões iniciais concluídas e os primeiros repasses realizados.

Agora, os estados começam a escolher as comunidades beneficiadas, contratar equipes técnicas e elaborar os planos territoriais iniciais, com suporte da AP1MC, que já iniciou a contratação dos estudos base.

Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES, destacou que o Fórum é um espaço para informar, prestar contas, esclarecer dúvidas e receber críticas, visando melhorar a execução.

Para Hardi Vieira, coordenador de Programas do FIDA no Brasil, o encontro é fundamental para avançar na implementação das ações nos territórios e marca a primeira parceria do FIDA com um banco nacional de desenvolvimento, abrindo caminho para futuras colaborações focadas na agricultura familiar, combate à pobreza rural e adaptação às mudanças climáticas.

Do total investido, cerca de R$ 843,5 milhões são recursos a serem reembolsados e aproximadamente R$ 182 milhões são doações. Enquanto os estados recebem uma combinação de crédito e doações, os investimentos diretamente destinados às famílias, associações e organizações comunitárias são integralmente doados.

Serão instalados 20 mil sistemas de acesso à água, incluindo cisternas, barragens subterrâneas, barreiros e estruturas de tratamento e reuso. Também estão planejados 84 mil hectares de sistemas produtivos adaptados ao clima, como quintais produtivos e sistemas agroflorestais.

Espera-se evitar a emissão de cerca de 11 milhões de toneladas de dióxido de carbono ao longo de 20 anos, através da recuperação de áreas degradadas, reflorestamento e práticas agrícolas sustentáveis.

O público-alvo inclui pelo menos 40% de mulheres e 50% de jovens, priorizando famílias em situações frágeis social e climaticamente, como agricultores familiares, assentados, povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais, além de famílias em condições de pobreza ou insegurança alimentar. A seleção dos territórios considera pobreza rural, vulnerabilidade climática, exposição a secas, disponibilidade hídrica e insegurança alimentar.

Detalhes dos contratos por estado: Bahia com R$ 299,1 milhões para 75 mil famílias em 49 municípios; Ceará com R$ 251,6 milhões para 63 mil famílias em 72 municípios; Sergipe com R$ 150,2 milhões para 37,7 mil famílias em 30 municípios; Paraíba e Piauí com R$ 150 milhões cada; AP1MC gerencia R$ 24,5 milhões para planejamento e monitoramento.

Ana Cristina Costa, superintendente da Área de Desenvolvimento Social e Gestão Pública do BNDES, ressaltou que o Fórum permite acompanhamento, compartilhamento de soluções e contribuições para o aprimoramento das ações nos territórios.

Sobre o Fundo Verde para o Clima

Conhecido pela sigla GCF, este fundo internacional foi criado pela ONU para financiar ações que enfrentem as mudanças climáticas em países em desenvolvimento. Seus recursos apoiam tanto a diminuição das emissões dos gases que causam o efeito estufa como também medidas para se adaptar aos impactos do aquecimento global, como secas, falta de água e eventos climáticos extremos.

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