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Kushner vai se encontrar com Netanyahu após reunião sobre paz em Gaza

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Jared Kushner, enviado dos Estados Unidos e genro do ex-presidente Donald Trump, vai se reunir nesta segunda-feira (17) com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, após ter conversado no Egito com representantes do Hamas para avançar em um plano de paz para Gaza.

O encontro ocorre em um momento em que os Estados Unidos buscam diminuir as diferenças entre Israel e o Hamas quanto à execução do plano de paz proposto por Trump.

Em julho, o Hamas aprovou um roteiro elaborado pelo governo americano que prevê o desarmamento do grupo e a retirada israelense dos territórios palestinos na segunda fase do plano. Contudo, Netanyahu rejeitou o documento, demandando um desarmamento real do Hamas.

No Egito, Kushner e membros da delegação do Hamas se reuniram no domingo, com o enviado americano reforçando a necessidade do desarmamento completo dos palestinos e sua exclusão do governo futuro de Gaza.

Um líder sênior do Hamas afirmou que o grupo ratificou a Kushner seu compromisso com o plano e pediu que os Estados Unidos pressionem Netanyahu a aceitar e aplicar o acordo.

Por anos, os Estados Unidos evitaram contatos com o Hamas, considerado uma organização terrorista, que liderou o ataque contra Israel em 7 de outubro de 2023, gerando o conflito atual em Gaza.

Entretanto, a administração Trump passou a manter diálogo direto na tentativa de encerrar a guerra, incluindo o acordo de cessar-fogo que possibilitou a libertação dos últimos reféns israelenses.

Netanyahu deve conversar em privado com Kushner, que mantém relações próximas com o premier israelense, além de se reunir com Nickolay Mladenov, representante especial para Gaza do Conselho de Paz de Trump, responsável pela implementação do plano.

O primeiro-ministro, prestes a enfrentar eleições disputadas em outubro, tem desafiado Trump e criticado abertamente o plano para Gaza, anunciando que não retirará tropas da região enquanto o Hamas não estiver totalmente desarmado.

O ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben Gvir, ultradireitista do gabinete de Netanyahu, defendeu execuções em Gaza, afirmando que deveriam ocorrer regularmente contra pessoas consideradas uma ameaça, ou que não deveriam estar vivas.

No último domingo, oito países muçulmanos, incluindo Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, condenaram a recusa israelense ao plano de paz para Gaza em um comunicado conjunto.

Hamas e Israel continuam se acusando mutuamente por violações do cessar-fogo estabelecido em outubro de 2025 sob mediação dos EUA no território palestino.

Desde o início da trégua, pelo menos 1.262 palestinos morreram em operações israelenses, segundo o Ministério da Saúde governado pelo Hamas em Gaza, dados aceitos como confiáveis pela ONU. O exército israelense registrou cinco mortes em suas forças no mesmo período.

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