Economia
Casas Bahia reduz funcionários e fecha lojas em agosto
A Casas Bahia cortou cerca de 3 mil vagas de emprego e encerrou as atividades de quase 300 estabelecimentos neste mês, conforme informado no pedido inicial de recuperação judicial da empresa. O caso foi registrado recentemente na Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. O grupo acumula uma dívida de R$ 17,3 bilhões.
Essas medidas de corte e fechamento de lojas são parte do plano da empresa para diminuir os custos operacionais. A redução de 3 mil funcionários corresponde a 10% do quadro total de colaboradores que a empresa mantinha no final de junho, segundo o relatório financeiro do segundo trimestre, divulgado após dois adiamentos. Naquele período, o grupo contava com 30.117 empregados.
Segundo a petição, “a sustentabilidade financeira do Grupo Casas Bahia está clara e vem sendo atacada por meio de várias ações de reestruturação, incluindo a diminuição de despesas operacionais por meio da demissão de aproximadamente 3.000 funcionários e o encerramento de quase 300 lojas neste agosto, além do pedido de recuperação judicial para ajustar sua dívida significativa”.
Ao solicitar a proteção legal, a companhia busca evitar a cobrança imediata das dívidas junto aos credores. Se deferida, essa suspensão dura 180 dias, prazo que pode ser estendido por mais 180 dias.
O objetivo é permitir à empresa reorganizar suas finanças e pagar os credores posteriormente. Enquanto isso, as atividades comerciais continuam normalmente, com a venda de produtos e serviços.
Prejuízo Bilionário
A decisão de entrar com a recuperação judicial foi motivada pela piora da situação econômico-financeira da Casas Bahia. Entre as causas dessa crise estão as altas taxas de juros, restrições ao crédito, aumento das despesas financeiras e a queda no consumo e disponibilidade de capital.
O pedido ocorreu pouco depois da divulgação dos resultados do segundo trimestre, que mostraram um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões entre abril e junho, valor 18 vezes maior que os R$ 555 milhões negativos registrados no mesmo intervalo do ano anterior.
Anteriormente, a companhia já tinha tentado uma recuperação amigável com seus principais credores em 2024, sem sucesso.


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