Economia
Carros: combustão, híbridos ou elétricos? Saiba a diferença
O cenário dos veículos no Brasil está passando por uma transformação significativa. Com o avanço dos carros eletrificados, tecnologias como híbrido leve, híbrido tradicional e totalmente elétrico deixaram de ser novidade e começaram a competir diretamente com os veículos a combustão.
No primeiro semestre de 2026, foram registrados 244.942 veículos híbridos e elétricos no país, uma elevação de 114,86% em relação a 2025, conforme dados da Fenabrave.
Desse total, 154.472 eram híbridos e 90.470 elétricos. Em junho, os veículos eletrificados representaram 20,9% das vendas de veículos leves, um recorde segundo a Anfavea.
No Recife, três entre as dez marcas que mais venderam de março a junho já ofereciam modelos elétricos: BYD, CAOA Chery e Geely, somando 31,1% do mercado local.
Mas quais são as diferenças entre um carro a combustão, um híbrido leve, um híbrido tradicional, um híbrido plug-in e um 100% elétrico?
Combustão
Este é o modelo clássico que utiliza gasolina, etanol ou outro combustível para movimentar o veículo.
Segundo o engenheiro mecânico mecatrônico Tarcísio Dias, “No motor a combustão tradicional, o carro depende somente do combustível para gerar energia”.
MHEV
A sigla MHEV significa Veículo Híbrido Elétrico Leve. Aqui, o motor a combustão continua sendo a principal fonte de propulsão, mas é auxiliado por um sistema elétrico menor, que recupera energia durante frenagens e desacelerações.
Tarcísio explica que “É como um carro comum que ganhou um ‘assistente’ elétrico para ajudar em tarefas que exigem mais esforço, como nas acelerações”.
Esse sistema não permite que o carro funcione apenas com energia elétrica, mas ajuda a melhorar a eficiência e reduzir o consumo de combustível.
Híbrido
O híbrido tradicional combina motor a combustão e um ou mais motores elétricos que podem funcionar juntos ou separadamente. A bateria é recarregada pelo próprio veículo nas frenagens.
Tarcísio afirma que “O híbrido alterna automaticamente entre o motor a combustão e o elétrico conforme a necessidade, usando a energia das frenagens para recarregar a bateria”. Isso significa que ele não precisa ser conectado a uma tomada.
Já o híbrido plug-in (PHEV) funciona de forma parecida, mas tem uma bateria maior que pode ser carregada em uma fonte externa.
“Com o plug-in, o motorista pode recarregar a bateria e usar o carro no modo elétrico por mais tempo”, destaca Tarcísio.
Assim, pode percorrer distâncias maiores só com eletricidade, acionando o motor a combustão quando a bateria acabar ou for necessária mais potência.
Elétrico
O carro 100% elétrico não tem motor a combustão. Ele é movido exclusivamente por motores elétricos alimentados por baterias, que precisam ser recarregadas em tomadas ou estações de carga.
Tarcísio resume: “O elétrico elimina o motor a combustão. Ele funciona como um dispositivo eletrônico sobre rodas: precisa ser carregado, oferece silêncio e resposta imediata ao acelerador”.
Com isso, autonomia, tempo de recarga e pontos de carregamento passam a fazer parte do dia a dia do motorista.
Qual escolher?
A decisão deve considerar a rotina de uso. O MHEV oferece uma experiência similar ao carro convencional. O híbrido reduz o consumo sem precisar de recarga. O plug-in expande o uso da eletricidade, desde que haja onde recarregar. O elétrico elimina o combustível e incorpora a recarga no cotidiano.
Compreender essas características é fundamental para decidir qual tecnologia melhor atende às necessidades de cada pessoa.


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