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EUA aplicam novas sanções contra Cuba
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (20) a imposição de novas sanções direcionadas a Cuba, focando principalmente em novas organizações, especialmente nos setores de mineração e metalurgia.
Dentre as entidades afetadas está o Ministério da Construção, acusado de sustentar o aparato repressivo do regime ao controlar setores-chave da economia, conforme declaração do secretário de Estado americano, Marco Rubio. Ele também apontou sanções contra líderes do Instituto Cubano de Amizade com os Povos.
Bruno Rodríguez, chefe da diplomacia cubana, respondeu pelo X afirmando que Rubio continua a sancionar empresas cubanas com o intuito claro de prejudicar a economia e dificultar o acesso da população a serviços essenciais.
Washington acusa Cuba, em particular por meio do Instituto, de financiar uma vasta rede nos Estados Unidos que visa identificar, recrutar e radicalizar agentes subversivos que operam principalmente sob a fachada de intercâmbios culturais e educacionais.
De acordo com Rubio, recentemente o regime tentou, aproveitando o centenário de Fidel Castro, reativar essa rede subversiva com o envio a Havana de uma nova brigada de simpatizantes internacionais para contato com autoridades do governo cubano.
Marco Rubio, cuja família é de origem cubana, é visto como o principal responsável pela política de forte pressão adotada pelo presidente Donald Trump contra Cuba.
Desde janeiro, os Estados Unidos impuseram efetivamente um embargo ao petróleo para Cuba, agravando a crise energética da ilha e gerando apagões frequentes. Também vieram medidas severas contra o conglomerado Gaesa, controlado pelos militares e fundado por Raúl Castro em 1995, alvo central da política americana em relação a Cuba.


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