Centro-Oeste
Despedida de Zenaide Azeredo reúne amigos e colegas em homenagem
O velório da jornalista Zenaide Azeredo, que faleceu na segunda-feira, aos 77 anos, juntou familiares, amigos e antigos colegas na manhã de quinta-feira, no Cemitério Campo da Esperança. O ambiente foi tranquilo, com muitas recordações dos bons momentos vividos com a jornalista.
Zenaide Azeredo teve uma carreira de mais de quarenta anos na imprensa de Brasília, destacando-se na cobertura política e militar. Trabalhou em grandes veículos de comunicação do país, participando da cobertura dos principais eventos da capital.
Durante o velório, a família escolheu celebrar a vida de Zenaide pelas memórias compartilhadas. Seu filho, Francisco, disse que o maior legado da mãe foi o jeito como ela tratava as pessoas. “Ela deixava como herança a bondade, com um coração enorme. Era muito boa, firme quando precisava e com pessoas especiais”, afirmou.
Francisco também destacou a força da mãe nos últimos meses. “Ela lutou muito pela vida até o fim”, contou. Para ele, Zenaide deixou uma grande influência intelectual à família, incentivando a leitura e o conhecimento, com uma biblioteca repleta de temas variados.
Os temas que interessavam mais à jornalista incluíam o Brasil, a cobertura militar, a Igreja Católica e questões femininas. “Brasil, mulher e igreja eram seus principais focos”, disse Francisco, mencionando ainda sua participação no grupo Brasília-Mulher.
Lembranças de uma mulher forte
O sobrinho Marcelo lembrou uma mulher de personalidade forte, mas também carinhosa com a família. “De criança, lembro dela muito gentil, mas também conhecida por ser dura com os meninos”, contou.
Para Marcelo, Zenaide foi símbolo de coragem e justiça. “Ela tinha um senso forte de honestidade e justiça, que transmitiu a todos nós”.
Marcelo ressaltou as convicções políticas da tia e sua coragem ao defendê-las. “Ela foi ativista, feminista e comunista declarada, sem medo de assumir suas posições, mesmo enfrentando perseguições”, destacou.
A irmã Norma Guimarães Azeredo preferiu lembrar de Zenaide fora do trabalho. “Ela era reservada, alegre e muito bem humorada”, disse. A irmã também falou da curiosidade intelectual de Zenaide, que morou na França, fez mestrado e gostava de estudar, ler, viajar e conhecer novos lugares.
Nos últimos anos, as duas viajaram juntas, incluindo uma ida aos Lençóis Maranhenses. “Foi uma viagem maravilhosa e deslumbrante”, relatou Norma. Ela também recordou a companhia agradável da irmã. “Estava sempre pronta para se divertir, gostava de comer e beber”, completou.
Fonte: Com informações Jornal de Brasília


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