Economia
Ibovespa termina em pequena alta apesar de pressão internacional
O Ibovespa fechou o dia em leve alta, subindo 0,06% e alcançando 167.927,15 pontos, impulsionado pelo forte desempenho das ações do setor de commodities. No entanto, o índice não conseguiu manter a máxima alcançada pela manhã, que foi de 169.752,35 pontos.
Mesmo com a valorização das ações da Petrobras e da Vale, o mercado sofreu influência negativa devido à pressão externa e às ações do setor financeiro, em um cenário marcado pela cautela dos investidores com ativos locais.
No exterior, as bolsas dos Estados Unidos encerraram em baixa, refletindo os receios sobre os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio. A tensão voltou a crescer após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar sanções econômicas contra o Irã e países aliados ao governo persa.
O fechamento do Estreito de Ormuz mantém o petróleo em alta, com o petróleo Brent acumulando uma valorização superior a 50% no ano. Esse cenário favorece o desempenho financeiro da Petrobras: o preço da ação preferencial, a mais negociada, subiu 56% no acumulado anual.
Na quinta-feira, o contrato do petróleo Brent para outubro avançou 2,36%, fechando a US$ 93,78 o barril.
Por outro lado, o encarecimento do petróleo aumenta o temor quanto à inflação global, devido ao aumento nos custos dos insumos, o que tem causado uma retirada dos investidores de ativos considerados mais arriscados. Essa preocupação é ampliada pela postura mais rígida do Federal Reserve, o banco central norte-americano, na política monetária.
Segundo Luan Aral, trader e especialista da Genial Investimentos, “o mercado reage gradualmente aos pequenos sinais, uma vez que ainda não há uma resolução definitiva sobre a situação entre os Estados Unidos e o Irã, enquanto o petróleo segue subindo mais de 2%”.
Além disso, uma preocupação adicional é a deterioração da qualidade do crédito no setor bancário. Após a divulgação dos resultados do segundo trimestre, os investidores estão atentos ao aumento da inadimplência, motivado pela elevação dos pedidos de recuperação judicial e pela pressão enfrentada pelas empresas devido às altas taxas de juros no Brasil.


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