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Milei apoia políticas do governo enquanto manifestantes se opõem a medidas econômicas
O presidente da Argentina, Javier Milei, expressou nesta quinta-feira, 2, fortes argumentos em defesa das estratégias econômicas adotadas por sua administração.
Durante sua fala no evento Council of the Americas, ele destacou os dados recentes da inflação, justificando o fechamento de empresas como algo inerente ao funcionamento do mercado.
Ele afirmou: “Quis a mídia, economistas ou outros concordem ou não, minhas declarações têm sido consistentes sobre a inflação no atacado. Em julho, a inflação iniciou em 0 e alcançou 0,8%”. Acrescentou ainda que, assim como novas empresas nascem, outras encerram suas atividades, o que é um processo natural de realocação de recursos conforme as mudanças econômicas. Nem tudo ocorre simultaneamente, pois o mercado não opera dessa forma.
O presidente acredita que o crescimento econômico deve acontecer de forma equilibrada. Contudo, observou que devido a restrições econômicas impostas por governos anteriores, o atual processo de abertura econômica tem ocorrido de maneira repentina.
Ele também criticou a análise econômica local ao dizer: “A economia argentina foi marcada por um declínio nos cem anos antes do nosso governo, portanto, é esperado que as ferramentas estejam enferrujadas”.
Enquanto Milei discursava, sindicatos e associações de pequenas e médias empresas em Buenos Aires se organizaram para exigir ações que aliviem o endividamento familiar e enfrentem a crise no setor produtivo. Grupos sociais e trabalhistas marcharam até o Ministério da Economia, e empresários se reuniram na Plaza de Mayo.
Ao mesmo tempo, um relatório destacou que os depósitos a prazo em pesos do setor privado – que incluem tanto pessoas físicas quanto empresas – cresceram 45,1% em relação ao ano anterior. Já os depósitos em dólares alcançaram o maior patamar desde 2001, superando a inflação anual estimada em 34%.
No entanto, os prazos dessas aplicações estão diminuindo: atualmente, os argentinos mantêm cerca de 4% dos depósitos em pesos com vencimentos superiores a 90 dias, o que representa metade do volume registrado no ano anterior.


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