Economia
FNE terá R$ 61 bilhões em orçamento para 2027
O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) terá um orçamento de R$ 61 bilhões em 2027, um aumento de 16% em comparação com o valor previsto para este ano. Essa projeção foi divulgada em uma reunião na quinta-feira (3), que marcou o início da preparação do planejamento financeiro do Fundo.
A decisão está sendo conduzida pela Sudene e pelo Banco do Nordeste (BNB), em parceria com os governos estaduais e representantes da comunidade. Do montante total, cerca de R$ 37,8 bilhões, correspondendo a 62%, serão direcionados a empresas de tamanhos prioritários, como mini, micro, pequenas e médias empresas.
A região do semiárido deverá receber aproximadamente R$ 30,5 bilhões, enquanto as áreas prioritárias da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) terão uma previsão de R$ 42,7 bilhões. As Regiões Integradas de Desenvolvimento Econômico (RIDEs) deverão dispor de R$ 1,82 bilhão e as Cidades Intermediárias, de R$ 3,01 bilhões para investimentos.
Entre os dias 11 e 30 de setembro, Sudene e BNB vão promover encontros com os estados para apresentar os valores previstos no Plano Estadual de Aplicação dos Recursos do FNE para 2027. Cada estado receberá uma fatia do orçamento do Fundo que pode variar entre 5% e 30%.
As áreas prioritárias para aplicação dos recursos englobam agricultura familiar, energias renováveis, indústria, infraestrutura, turismo, economia criativa, tecnologia, saúde e educação.
Desempenho em 2026
Até o momento, o FNE já investiu R$ 26,5 bilhões em 2026. Durante a primeira metade do ano, foram aplicados recursos que equivalem a 50,4% da meta anual, por meio de 999,3 mil operações de financiamento.
Geograficamente, o semiárido recebeu R$ 15,6 bilhões, enquanto os tipos prioritários de empreendimentos concentraram R$ 26,4 bilhões. As RIDEs foram contempladas com R$ 833,1 milhões, e os negócios de mini, micro, pequeno e médio porte tiveram acesso a R$ 16,4 bilhões.
Participaram da reunião Francisco Alexandre, superintendente da Sudene; Paulo Câmara, presidente do Banco do Nordeste; José Aldemir Freire, diretor de Planejamento do BNB; Irenaldo Rubens Soares, superintendente de Políticas de Desenvolvimento Sustentável do Banco do Nordeste; Eduardo Corrêa Tavares, secretário Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR); e Wandemberg Almeida, diretor de Fundos, Incentivos e de Atração de Investimentos da Sudene.

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