Brasil
Deixar de fumar é difícil, mas possível
Antônio Cardoso, empresário de 58 anos, compartilha sua experiência sobre a difícil, mas viável, decisão de abandonar o tabaco após quase 40 anos de dependência. Desde 2022, ele decidiu romper com o vício que o acompanhava desde a adolescência e, hoje, celebra quatro anos longe do cigarro.
O hábito de fumar, presente em sua vida desde os 16 anos, foi superado com determinação. Segundo dados do Ministério da Saúde, houve uma queda considerável no número de fumantes na faixa etária de 45 a 54 anos, retratando uma transformação positiva no comportamento dos brasileiros em relação ao tabagismo.
De acordo com a médica de família Keilla Mello, que atua na Unidade de Saúde da Família Dr. Guilherme José Robalinho, no Recife, observa-se um aumento na procura por tratamento para deixar de fumar entre adultos mais velhos e idosos, apesar do hábito persistente em algumas pessoas ao longo da vida.
Para quem luta para abandonar o tabaco, enfrentar os gatilhos que aumentam a vontade de fumar – como ansiedade, estresse, ou certos ambientes – é essencial. O acompanhamento médico pode oferecer estratégias eficazes para superar esses momentos sem o cigarro.
Antes de sua vitória definitiva, Antônio já havia conseguido ficar dois anos sem fumar, mas uma recaída o levou a um retorno ainda mais intenso ao vício, que é tanto físico quanto psicológico, e muitas vezes serve como uma forma de alívio emocional.
O Instituto Nacional de Câncer destaca que a nicotina, principal componente viciante do cigarro, é rapidamente absorvida pelo corpo, dificultando a interrupção do hábito.
Recentemente, houve um aumento no número de fumantes nas capitais brasileiras, o que acende um alerta para a continuidade da redução do tabagismo. Além disso, o uso de cigarros eletrônicos tem crescido, especialmente entre jovens, o que preocupa especialistas devido à alta concentração de nicotina e substâncias tóxicas presentes nesses dispositivos.
A médica Keilla ressalta que o cigarro eletrônico não é uma opção segura para quem deseja parar de fumar, pois pode manter ou aumentar a dependência.
O tabagismo está associado a cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão, além de diversas outras doenças graves. Sintomas como falta de ar intensa, dor no peito e tosse persistente devem ser investigados por um profissional de saúde.
Em Pernambuco, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para quem quer parar de fumar, incluindo apoio psicológico e medicamentos, disponível em diversas unidades de saúde.
Antônio destaca que, apesar das dificuldades e possíveis recaídas, não se deve desistir. Ele incentiva quem quer vencer o vício a buscar ajuda médica e apoio, pois os benefícios são para a saúde pessoal e para a família.

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