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Delegado Marcus Amim: ex-chefe da Polícia Civil preso pela PF

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Marcus Vinícius Amim Fernandes, ex-chefe da Polícia Civil, foi detido em uma ação da Polícia Federal nesta quinta-feira. Além dele, foram presos o ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella, junto com quatro policiais civis. As prisões fazem parte da oitava fase da Operação Unha e Carne, que visa desmantelar um grupo criminoso suspeito de usar uma rede de postos de combustível na Região Metropolitana do Rio para lavagem de dinheiro.

Amim assumiu a liderança da Polícia Civil entre outubro de 2023 e setembro de 2024, após uma articulação política envolvendo o ex-governador Cláudio Castro e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar. Natural de Niterói, ele é formado em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), graduado em 2003.

Pela sua atuação policial, Amim foi agraciado com várias honrarias, incluindo a Medalha Tiradentes da Alerj em 2018 e a Medalha José Clemente Pereira pela Câmara Municipal de Niterói em 2021. Durante sua carreira na Polícia Civil, também recebeu as medalhas de Fidelidade (2020), Honra (2019) e Devotamento (2018).

Atuante na Polícia Civil desde 2002 e delegado há mais de uma década, Amim foi titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e da 27ª DP (Vicente de Carvalho). Antes de assumir como secretário da Polícia Civil, comandava o Detran-RJ.

A escolha de Amim como chefe da Polícia Civil contou com a intervenção política de Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar, que também se encontra preso, acusado de ligações com o Comando Vermelho (CV). Para sua nomeação, a Alerj aprovou rapidamente alterações na Lei Orgânica da Polícia Civil, permitindo que o cargo fosse ocupado por delegados com 15 anos de experiência na corporação, mesmo que não fossem 15 anos no cargo de delegado, norma vigente anteriormente.

Essa mudança foi criticada pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro (Sindelpol), que denunciou interferências políticas explícitas na indicação do chefe da Polícia Civil no Rio de Janeiro.

Amim foi removido da chefia da Polícia Civil em setembro de 2024, sendo sucedido pelo delegado Felipe Curi.

A Operação Unha e Carne investiga esquemas envolvendo corrupção, lavagem de dinheiro e o vazamento ilegal de informações confidenciais sobre operações policiais no estado. A investigação teve início a partir da suspeita de que dados sigilosos sobre ações contra o Comando Vermelho foram divulgados, comprometendo uma operação anterior chamada Zargun, cujo alvo era o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, considerado o vínculo entre o Comando Vermelho e o Poder Legislativo.

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