Mundo
Alpinistas nepaleses reabrem rota de subida ao Everest contornando enorme bloco de gelo
Um grupo de alpinistas do Nepal conseguiu desbloquear nesta terça-feira (28) uma passagem até o pico do Everest que estava bloqueada há duas semanas por um grande bloco de gelo, que poderia atrasar e colocar em risco as escaladas.
Os alpinistas, conhecidos como especialistas em cascatas de gelo, começaram a instalar equipamentos na montanha em meados de maio, como é costume antes de cada temporada de escalada.
No entanto, seu progresso foi interrompido pela presença de um enorme serac na difícil Cascata de Gelo de Khumbu, que é o início da rota principal nepalesa para o topo do Himalaia.
“Uma equipe de 21 pessoas, incluindo oito especialistas em cascata de gelo, subiu esta manhã e abriu a rota até o acampamento 1”, afirmou Lakpa Sherpa, da 8K Expeditions, que coordenou a operação, à AFP.
“O bloco gigante ainda está lá, portanto o risco não desapareceu… Esperamos que ele derreta em breve”, acrescentou.
Em 2023, três alpinistas nepaleses perderam a vida quando foram atingidos por um bloco de gelo na cascata de Khumbu.
Para a temporada de primavera (abril a junho), o Nepal concedeu mais de 900 permissões de escalada, incluindo 425 para o Everest.
Um acampamento com capacidade para mais de mil pessoas, composto por montanhistas estrangeiros e seus guias, foi montado na base do Everest, servindo como ponto inicial para a subida até o pico de 8.849 metros.
A rota nepalesa mais comum para alcançar o Himalaia começa na perigosa Cascata de Gelo de Khumbu, uma geleira cheia de fendas e blocos de gelo cujo movimento constante, agravado pelo aquecimento global, torna a travessia muito arriscada para os alpinistas.
“Mas não estamos apressando ninguém para subir”, explicou Lukas Furtenbach, da Furtenbach Adventures, aguardando a aprovação da comissão que supervisiona os especialistas.
O Everest, escalado pela primeira vez em 1953, atrai cada vez mais escaladores a cada temporada, desde veteranos até iniciantes em busca de aventura, o que às vezes causa congestionamentos em passagens estreitas, colocando em risco a segurança da expedição.
No ano passado, cerca de 700 pessoas chegaram ao cume do Everest pela vertente nepalesa, de acordo com o Ministério do Turismo do Nepal, enquanto aproximadamente 100 chegaram pelo lado norte, via China.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login