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Bachelet descarta ser secretária-geral da ONU

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Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, comentou de forma irônica durante um evento universitário sobre suas baixas chances de assumir o cargo de secretária-geral da ONU, após surgir em penúltimo lugar numa pesquisa com oito candidatos.

Bachelet destacou que a China tem aumentado sua influência em comparação aos Estados Unidos e brincou dizendo: “Essa é a minha opinião, não serei secretária-geral depois de dizê-la.”

Na votação do Conselho de Segurança do mês anterior, a ex-chanceler da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett, liderou com oito votos, enquanto Michelle obteve apenas dois, segundo informações próximas a ela.

Indicada pelo governo chileno em fevereiro, a candidatura da socialista sul-americana perdeu apoio desde que o novo presidente do Chile, o conservador José Antonio Kast, retirou seu suporte.

Haroldo Muñoz, ex-chanceler e membro da equipe de Bachelet, negou que ela vá abandonar a corrida. Ele destacou que, mesmo sem a vitória, a candidatura representa uma postura firme na defesa de valores essenciais, especialmente num contexto em que o multilateralismo, o direito internacional, as mudanças climáticas, a democracia e os direitos humanos enfrentam desafios.

Em oito décadas, a ONU nunca teve uma mulher como secretária-geral, e somente um latino-americano ocupou o cargo: o peruano Javier Pérez de Cuéllar, que foi líder entre 1982 e 1991.

O processo de escolha conta com cinco mulheres e três homens concorrendo ao cargo que será deixado pelo atual titular português, António Guterres, de 77 anos, cujo mandato termina em 31 de dezembro.

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