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Economia

Banco Central encerra atividades da Sefer Investimentos investigada no caso Master

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O Banco Central (BC) anunciou nesta sexta-feira a decisão de encerrar as operações da Sefer Investimentos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. A autoridade monetária identificou um “comprometimento da situação econômico-financeira” da corretora, que colocava seus credores em situação de risco elevado.

Além disso, o BC observou que a Sefer violou gravemente as normas legais que regulam as atividades dessas instituições.

A Sefer representa uma fatia pequena no Sistema Financeiro Nacional, sendo responsável por menos de 0,0004% do total de ativos e 0,17% dos recursos de terceiros administrados.

De acordo com o comunicado oficial, o Banco Central continuará tomando as medidas necessárias para investigar e, se for o caso, aplicar sanções conforme previsto na lei.

“De acordo com a legislação, os bens dos controladores e ex-administradores da instituição ficam bloqueados a partir de hoje”, explicou a nota.

A corretora foi alvo de uma operação policial em janeiro, denominada Compliance Zero, que investiga possíveis fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.

As investigações revelaram que uma offshore associada à Sefer, a Faex Fund, localizada em Nassau, registrou-se junto à Receita Federal do Brasil poucos dias após o Banco Central decretar a liquidação do Banco Master. A empresa utiliza o mesmo e-mail e telefone da Sefer.

Fundada em 1994, a Sefer já teve outros nomes, como Foco DTVM e Índigo, alterados em meio a investigações policiais e processos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Benjamim Botelho de Almeida, proprietário da corretora, é apontado como operador financeiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A Polícia Federal indicou que a Sefer gerenciava fundos que integravam o grupo do Master, realizando compra de imóveis e outros bens, elevando artificialmente seus preços e vendendo para empresas ligadas a Vorcaro e sua família.

Ambos, Vorcaro e Botelho, foram investigados anteriormente na Operação Fundo Fake, em 2020, por supostas fraudes envolvendo fundos previdenciários municipais em Rondônia.

Essa medida contra a Sefer é a mais recente entre várias instituições financeiras vinculadas ao Master que passaram por liquidação pelo Banco Central após o fechamento do banco de Vorcaro no ano anterior.

Entre as empresas que também foram liquidadas estão quatro do grupo Master, a Reag Trust, o Will Bank, o Banco Pleno e sua distribuidora, o Banco Master Múltiplo, além do conglomerado Entrepay.

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