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Brasil não aceita interferência externa, diz Lula na ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu novamente a soberania dos países, destacando especificamente a situação na América Latina e no Brasil, onde há tentativas de influências estrangeiras nos processos políticos internos.
Lula afirmou que a América Latina e o Caribe enfrentam pressões por conta da proximidade com grandes potências militares, mencionando a existência de tentativas hegemônicas. Ele destacou: “O Brasil não aceita ser subjugado por nenhum país.”
O presidente denunciou ingerências externas em eleições, divisões globais em zonas de influência e ações neocoloniais voltadas para recursos estratégicos, classificando tais práticas como ultrapassadas, mencionando casos recentes na Venezuela, Nicarágua, Haiti e Cuba.
Ele ressaltou o progresso da região na consolidação de regimes democráticos após períodos de autoritarismo e defendeu uma maior integração regional baseada no respeito à autodeterminação dos povos. Defendeu que diferenças ideológicas não devem impedir a colaboração entre vizinhos para o desenvolvimento comum.
Lula também alertou para o retrocesso da democracia mundial, observando um aumento de interferências externas em processos eleitorais e o crescimento de campanhas neocoloniais. Reforçou que cada nação deve escolher seu próprio destino sem ingerências.
Em relação a redes de desinformação, o presidente destacou que o governo brasileiro estará vigilante quanto a tentativas de manipular o debate público durante as eleições, confiando na força das instituições e do sistema eleitoral para proteger a vontade popular e a soberania nacional.
Ele criticou o negacionismo, principalmente nas áreas de saúde e meio ambiente, afirmando a importância do combate à desinformação que ameaça evidências científicas. Ressaltou o impacto das fake news na pandemia de covid-19 e a necessidade de reavivar a agenda climática global que tem sido negligenciada em importantes fóruns internacionais.
No campo da segurança pública, Lula rejeitou a interferência direta de forças estrangeiras no combate ao crime dentro do Brasil, defendendo a cooperação internacional para ações específicas como o enfrentamento ao tráfico de armas e lavagem de dinheiro. Reforçou que a responsabilidade pela defesa das fronteiras e pela segurança da população é brasileira.
O presidente destacou que o combate ao crime organizado deve se basear em cooperação entre governos e não em intervenções militares externas. Mencionou que o Brasil propôs aos Estados Unidos um plano de cooperação para enfrentar a lavagem de dinheiro envolvendo criminosos brasileiros no exterior, e que o país está fortalecendo a coordenação entre estados para enfrentar organizações criminosas.

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