Brasil
Lula reafirma soberania do Brasil e da América Latina na ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da soberania dos países durante seu discurso na 81ª Assembleia Geral da ONU, com ênfase especial na América Latina e no Brasil, que enfrentam tentativas de influência externa nos seus processos políticos.
Lula comentou que a região da América Latina e do Caribe está sob pressão devido à proximidade com grandes potências militares, mencionando que “a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável” e ressaltou que “o Brasil não pertence a nenhum quintal”.
Ele expressou preocupação com a interferência em eleições, a divisão do mundo em zonas de influência e ações neocoloniais na busca por recursos estratégicos, citando exemplos recentes na Venezuela, Nicarágua, Haiti e Cuba.
O presidente ressaltou que a região avançou na consolidação da democracia após períodos autoritários e defendeu a integração regional e o respeito à autodeterminação dos povos. Segundo ele, “precisamos de parceiros com uma agenda positiva para o desenvolvimento”, e destacou que as diferenças ideológicas não devem ser barreiras para maior união entre países vizinhos.
Lula também alertou para a volta de práticas que ameaçam a ordem internacional, reforçando a defesa da democracia contra interferências externas e neocolonialismo. Ele afirmou que cada povo deve escolher seu rumo, mencionando especificamente a Venezuela, Nicarágua, Haiti e Cuba.
O discurso abordou ainda a ameaça das redes de desinformação durante as campanhas eleitorais, com compromisso do Estado brasileiro em se manter vigilante contra tentativas de interferência, assegurando a confiança nas instituições e no sistema eleitoral brasileiro.
Lula enfatizou os perigos das fake news, especialmente relacionadas à ciência da saúde e do meio ambiente, criticando o negacionismo e a resistência às evidências científicas. Ele relembrou as vidas perdidas na pandemia de covid-19 e o impacto negativo das campanhas antivacina, além de criticar a enfraquecida atuação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Ao tratar da segurança pública, o presidente rejeitou a participação de forças estrangeiras no combate ao crime organizado e pediu cooperação internacional focada em áreas específicas, como o combate ao tráfico de armas e lavagem de dinheiro. “Nossa responsabilidade é proteger nossas fronteiras e garantir segurança à população”, defendeu.
Lula informou que o Brasil propôs aos Estados Unidos uma cooperação para combater a lavagem de dinheiro feita por criminosos brasileiros no exterior e destacou o fortalecimento da coordenação entre estados brasileiros para enfrentar organizações criminosas.

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