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Cambridge muda processo de contratação após suspeita de plágio
A prestigiada Universidade de Cambridge, localizada no Reino Unido, anunciou nesta sexta-feira (7) que irá modificar seu processo de seleção para cargos acadêmicos de alto nível após a demissão de um professor envolvido em uma acusação de plágio.
Jason Arday, professor de Sociologia da Educação, de 41 anos, deixou seu cargo na quarta-feira, após a universidade iniciar uma apuração sobre seus títulos universitários e honrarias.
A instituição declarou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias que envolveram a nomeação e o período em que o professor atuou, a quem inicialmente havia defendido.
Arday ganhou destaque em 2023 ao se tornar o professor negro mais jovem de Cambridge, aos 37 anos, instituição reconhecida como uma das melhores do mundo conforme o último ranking de Xangai.
Recentemente, ele foi acusado pela mídia de plágio em partes de sua tese de doutorado, o que nega categoricamente.
O professor afirmou que sua demissão não deve ser vista como uma confirmação das alegações contra ele.
O Comitê de Política de Pesquisa da universidade também está avaliando várias reclamações relacionadas a condutas acadêmicas inadequadas.
Arday e seus defensores acreditam que as acusações e o escrutínio detalhado sobre sua carreira têm como motivação parcial o racismo.
Um grupo de acadêmicos pediu uma investigação independente, conforme declarou Priyamvada Gopal, professora de Estudos Pós-coloniais na Faculdade de Inglês de Cambridge, ao jornal The Guardian.
“A universidade é amplamente responsável pelo racismo chocante que este caso causou, além dos danos provocados tanto à pessoa envolvida quanto aos acadêmicos negros”, disse ela.
Anteriormente, uma apuração na Universidade John Moores de Liverpool, onde Arday realizou sua tese, havia o considerado inocente das acusações de plágio no ano anterior.

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