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Chefe da Câmara de Curitiba investigado por suposta rachadinha e venda de cargos
O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, vereador Tico Kuzma (PSD-PR), está sendo investigado pelo Ministério Público do Paraná por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A investigação apura um esquema relacionado à ‘rachadinha’, que consiste na prática ilegal onde um político exige que funcionários devolvam parte ou todo o salário recebido, além da venda de cargos públicos.
Na manhã desta segunda-feira, 29, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão. Conforme o MPPR, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, documentos encaminhados para perícia e uma quantia em dinheiro cuja contagem ainda não foi finalizada.
No começo da sessão plenária desta segunda, Tico Kuzma comentou sobre a operação: “Quem atua na vida pública sabe que, especialmente perto do período eleitoral, infelizmente surgem pessoas de má-fé, que criam fatos e narrativas para prejudicar reputações e desgastar adversários, utilizando redes sociais e também a imprensa”, declarou o vereador.
O parlamentar também afirmou não ter recebido comunicação oficial sobre os motivos das buscas realizadas em seu gabinete e na presidência da Câmara: “Estou buscando informações imediatamente junto às autoridades responsáveis para compreender claramente o conteúdo da investigação”. Ele reforçou que mantém uma postura de “total tranquilidade, colaboração e compromisso com a verdade.”
Em comunicado, a Câmara Municipal de Curitiba informou que permitiu o acesso às suas dependências atendendo à solicitação da autoridade responsável, e permanece disponível para cooperar com as apurações e fornecer todos os esclarecimentos necessários.

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