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China promete proteger seus interesses após sanções dos EUA contra Irã

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A China declarou nesta terça-feira (25) que irá proteger seus interesses após os Estados Unidos anunciarem planos para uma “restrição econômica” ao Irã, parceiro comercial de Pequim, por meio de sanções contra entidades que negociam com a República Islâmica.

“A colaboração entre China e Irã sempre ocorreu dentro dos limites do direito internacional e não deve ser interrompida ou afetada”, afirmou Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, em uma coletiva de imprensa.

Ele ainda comentou que “a China já declarou em várias ocasiões sua forte oposição às sanções unilaterais ilegais (…) A China tomará todas as providências necessárias para proteger com firmeza seus direitos e interesses”.

Quase seis meses após o início do conflito com o Irã, os Estados Unidos anunciaram medidas restritivas contra países e organizações, incluindo a China, que não se alinharem à campanha americana para prejudicar economicamente a República Islâmica.

A China apoia um cessar-fogo no conflito e sustenta que as sanções dos EUA não trarão solução para a guerra.

Pequim é um consumidor do petróleo iraniano e foi impactado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.

O Irã sofre sanções há muitos anos e tem empregado uma rede financeira complexa para evitar as restrições.

Antes da guerra, o país exportava milhões de barris de petróleo diariamente, especialmente para a China. Indagado na segunda-feira se as instituições financeiras chinesas seriam afetadas pelas sanções, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, respondeu que “ninguém está fora do alcance das sanções americanas”.

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