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Cientistas buscam vetor do hantavírus em cidade argentina após surto no cruzeiro
Após o surto de hantavírus no navio de cruzeiro MV Hondius, pesquisadores argentinos se preparam para uma missão importante: verificar se a cidade de Ushuaia possui ratos que transmitem a doença. Esta cidade no sul da Argentina foi o ponto de partida do navio em 1º de abril. Desde então, ocorreram mortes e casos de infecção entre os passageiros a bordo.
As autoridades provinciais anunciaram nesta quinta-feira (14) que os especialistas iniciarão a coleta de amostras na próxima semana. Biólogos do Instituto Carlos Malbrán, de Buenos Aires, trabalharão junto aos especialistas da província da Terra do Fogo para coletar e enviar amostras a um laboratório, processo que pode levar vários dias.
De acordo com Juan Petrina, diretor de Epidemiologia da Terra do Fogo, durante uma coletiva de imprensa, os resultados são esperados em “aproximadamente quatro semanas”.
A província mais ao sul da Argentina jamais registrou casos de hantavírus. O momento e local da primeira infecção entre os passageiros do navio ainda não foram definidos.
“A situação de saúde pública na área não mudou muito; não houve casos e já se passaram 45 dias desde a partida do navio”, comentou Juan Petrina.
Na região sul da Argentina e no Chile, o hospedeiro natural do vírus Andes, causador das infecções no cruzeiro, é o rato-grande-de-cauda-longa (Oligoryzomys longicaudatus). Esta cepa do vírus é a única conhecida por ser transmissível entre humanos.
Ushuaia, destino turístico conhecido como a cidade no “fim do mundo”, busca desfazer a imagem de origem do surto de hantavírus. Recentemente, autoridades científicas, políticas e turísticas locais reforçaram que as chances de o paciente zero ter sido infectado em Ushuaia durante sua breve estadia de 48 horas antes do embarque são quase nulas.
As autoridades ressaltam que desde 1996, quando os primeiros casos humanos foram identificados e o registro passou a ser obrigatório, a província não teve notificações de hantavírus.

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