Conecte Conosco

Economia

Reajuste médio dos planos de saúde coletivos é de 9,9%, aponta ANS

Publicado

em

Os planos de saúde coletivos tiveram um reajuste médio anual de 9,9% durante os primeiros dois meses de 2026. Esse índice é o menor registrado nos últimos cinco anos, embora supere em mais do que o dobro a inflação oficial registrada no período. Uma reportagem do GLOBO, publicada em 23 de abril, já indicava que os aumentos ficariam entre 9% e 10%.

Esses dados correspondem aos reajustes anuais aplicados pelas operadoras nos dois primeiros meses do ano e foram divulgados recentemente pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão regulador do setor.

A última vez que os planos coletivos – contratados por empresas, empresários individuais e associações de classe – registraram um reajuste médio inferior foi em 2021, quando o aumento foi de 6,43%.

Naquele ano, marcado pela pandemia de Covid-19, os valores subiram menos devido à diminuição na realização de consultas, exames e procedimentos eletivos, consequência do isolamento social.

Acima da inflação

Para efeito de comparação, a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em fevereiro de 2026 foi de 3,81% no mesmo período. A ANS destaca que não é adequado comparar diretamente a inflação com o reajuste dos planos.

Diferentemente dos planos individuais, cujo valor é determinado pela ANS, os reajustes dos planos coletivos são fruto de negociações entre a pessoa jurídica contratante e a operadora ou administradora do plano.

Os planos coletivos com menos de 30 beneficiários recebem o mesmo reajuste do grupo de contratos da operadora. Assim, a ANS monitora o reajuste médio separando os planos por porte.

Nos primeiros dois meses de 2026, os planos que cobrem 30 ou mais vidas apresentaram um aumento médio de 8,71%, enquanto os planos com até 29 beneficiários tiveram um reajuste de 13,48%. A ANS informou que 77% dos clientes pertencem a planos com 30 ou mais vidas.

Em relação aos planos individuais, a ANS é responsável por estabelecer as alterações nos valores.

Dados recentes da ANS indicam que em março deste ano o Brasil contava com 53 milhões de contratos de planos de saúde (sendo que uma pessoa pode possuir mais de um contrato), o que representa um crescimento de 906 mil em um ano. De cada 100 beneficiários, 84 são de planos coletivos.

Em 2025, o setor de saúde suplementar obteve receitas totais de R$ 391,6 bilhões, com lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões, o maior já registrado.

Isso indica que, para cada R$ 100 recebidos, o setor teve um lucro aproximado de R$ 6,20.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados