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Corte de Israel bloqueia lei que protege ultraortodoxos do serviço militar
A Suprema Corte de Israel suspendeu nesta quarta-feira (15) uma lei polêmica, aprovada no dia anterior, que impedia a detenção de homens ultraortodoxos que não cumprem o serviço militar obrigatório.
O tribunal emitiu uma ordem para interromper temporariamente a execução da lei após líderes da oposição, como Yair Lapid e Avigdor Liberman, entrarem com um recurso judicial contra a norma.
A aprovação dessa legislação gerou críticas em um momento em que o Exército enfrenta escassez de soldados.
A Suprema Corte justificou a suspensão ao argumentar que a lei favorecia apenas um segmento específico da população, e anunciou que realizará audiências sobre o tema com máxima urgência.
A comunidade ultraortodoxa resiste ao alistamento militar obrigatório, alegando que isso prejudicaria seus jovens nos estudos religiosos e comprometeria suas tradições e estilo de vida.
Desde 1948, os homens ultraortodoxos possuem uma isenção que visa preservar costumes ameaçados pelo Holocausto.
Nos últimos anos, demandas para acabar com essa exceção cresceram, especialmente com Israel em vários conflitos militares.
A corte já se posicionou diversas vezes contra essa isenção e, em 2024, determinou que o governo convocasse os homens ultraortodoxos para o serviço.
A lei aprovada limitava até 30 de novembro a prisão dos jovens em idade militar que estudam em instituições religiosas, com o prazo se estendendo após as eleições gerais de 27 de outubro.
Com essa aprovação, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu buscava consolidar o apoio indispensável de dois partidos ultraortodoxos antes do pleito.

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