Economia
Custo das perdas técnicas de energia na distribuição chega a R$ 11,7 bi em 2025
As perdas técnicas de eletricidade nas redes de distribuição alcançaram um custo aproximado de R$ 11,7 bilhões em 2025, conforme informado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Esse valor foi estimado com base na quantidade de energia perdida e no preço médio aplicado nos processos tarifários do período, sem considerar impostos.
Segundo a agência, as perdas técnicas atingiram 45,2 terawatts-hora (TWh) em 2025, o que representa 7,2% da energia total distribuída no sistema. Essas perdas ocorrem devido a fatores físicos naturais da operação das redes elétricas, como o calor gerado em cabos, transformadores e outros equipamentos envolvidos no transporte da energia até os consumidores.
Os dados mostram ainda que as perdas totais no sistema de distribuição foram de 14,3% da energia injetada naquele ano. Além das perdas técnicas, há 45,0 TWh de perdas não técnicas, que envolvem principalmente furtos de energia, fraudes em medidores, ligações clandestinas e outras irregularidades.
A agência destaca que as perdas técnicas têm se mantido estáveis nos últimos anos, já que são influenciadas por condições físicas do sistema elétrico, e grandes reduções não são esperadas. Em contrapartida, as perdas não técnicas podem ser reduzidas por meio de fiscalização rigorosa, modernização das redes e aperfeiçoamento na gestão das distribuidoras.
Regionalmente, a região Norte encabeça os índices de perdas técnicas e não técnicas, seguida pelo Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. As maiores distribuidoras, com mercados que excedem 700 gigawatts-hora (GWh), são responsáveis pela maior parte das perdas não técnicas no Brasil.
Das distribuidoras, as 10 com maiores índices de perdas são responsáveis por 76,2% das perdas não técnicas no país, com destaque para a Light e a Amazonas Energia, que respondem sozinhas por 31,2%. O mercado de baixa tensão dessas duas distribuidoras corresponde a apenas 5,8% do mercado brasileiro.
Perdas não técnicas
O nível de perdas não técnicas varia conforme a administração das concessionárias, as particularidades socioeconômicas e comportamentais das regiões onde atuam, segundo a Aneel.
Aneel explicou que, devido às diferentes características dos mercados e condições socioeconômicas, as concessionárias são comparadas com base em um índice de complexidade criado com modelos econométricos. Esse índice permite avaliar o desempenho das distribuidoras no controle das perdas não técnicas, considerando seu porte e posição no ranking de complexidade.

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