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Google e Amazon elevam emissões devido à expansão da IA e se distanciam das metas ambientais
Google e Amazon anunciaram um aumento significativo nas emissões de gases do efeito estufa, resultado da rápida expansão da infraestrutura para inteligência artificial.
Desde 2019, as emissões totais do Google cresceram 82%, sendo 18% apenas no último ano, apesar da promessa de reduzir essas emissões pela metade até 2030.
Na mesma linha, a Amazon viu suas emissões crescerem 58% no mesmo período, com um aumento de 16% em apenas um ano, contrariando seu compromisso de neutralidade de carbono até 2040.
Além disso, ambas as companhias apresentam maior poluição por dólar gerado, ou seja, suas emissões estão crescendo mais rápido que suas receitas, o que é uma novidade para a Amazon desde 2021.
Kate Brandt, diretora de sustentabilidade do Google, declarou que atualmente a expansão da infraestrutura de IA está ocorrendo em ritmo mais acelerado que a descarbonização da rede elétrica.
Já Kara Hurst, responsável pela sustentabilidade na Amazon, reconheceu que o aumento da demanda pode comprometer as metas ambientais da empresa.
Em 2023, o Google emitiu 18,8 milhões de toneladas equivalentes de CO2, provenientes principalmente dos centros de dados, escritórios, produção de chips e servidores, além da construção de novos data centers.
O consumo elétrico do Google já se aproxima do de países como a Grécia.
Por sua vez, a Amazon reportou 80,85 milhões de toneladas equivalentes de CO2, com emissões ligadas não só à computação em nuvem, mas também a centros de distribuição, logística e entregas ao redor do mundo.
As emissões associadas à construção dos data centers da Amazon subiram mais de 40% em um ano, sendo essa a área de maior incremento.
Essa tendência preocupa todo o setor e é esperado que futuras divulgações de empresas como Meta e Microsoft revelem aumento semelhante nas emissões.
Por outro lado, o Google destaca que assinou em 2025 um volume recorde de contratos para aquisição de energia renovável.
A Amazon, por sua vez, mantém-se como a maior compradora mundial de energia limpa pelo sexto ano seguido.

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