Mundo
Dinamarca fecha acordo seguro com Trump sobre a Groenlândia
A Dinamarca confirmou neste sábado (19) um acordo formal anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, segundo o líder americano, dará a Washington o controle definitivo da segurança na Groenlândia, impedindo a instalação de bases militares russas e chinesas na ilha.
Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump tem enfatizado a importância estratégica dos Estados Unidos controlarem a Groenlândia, um assunto que gerou preocupação na Dinamarca, aliado da Otan, e provocou resistência dentro da Aliança Atlântica.
A Dinamarca e a Groenlândia, território autônomo pertencente ao reino dinamarquês, saudaram o acordo e informaram que a assinatura oficial ocorrerá durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, na próxima semana.
O ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, declarou que a próxima semana poderá trazer boas notícias com a possível assinatura do pacto.
Ele adicionou que o acordo, que respeita as fronteiras estabelecidas pela Dinamarca, é fundamental diante das mudanças recentes no cenário de segurança.
Embora os detalhes do acordo permaneçam vagos, a Dinamarca assegura que sua soberania sobre a Groenlândia continuará intacta.
Controle garantido
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, descreveu o acordo como um compromisso que reconhece simultaneamente a soberania do Reino da Dinamarca e o direito do povo groenlandês à autodeterminação.
Trump afirmou nas redes sociais que os Estados Unidos terão controle permanente sobre a segurança da Groenlândia e questões relacionadas, garantindo que nenhum adversário dos EUA poderá estabelecer bases militares ou investimentos sensíveis na ilha sem aprovação explícita.
Ele destacou que o pacto não tem prazo de validade e que os EUA já começarão a aumentar sua presença militar na região de forma significativa.
Trump alertou sobre as tentativas da Rússia e da China de ganhar influência na Groenlândia, baseando-se na importância estratégica crescente do Ártico.
Um representante do Departamento de Estado americano declarou que o acordo impede esses países de estabelecer bases, enviar tropas ou realizar investimentos estratégicos na ilha.
Mette Frederiksen expressou satisfação com o potencial do acordo, ressaltando que ele será benéfico para a Otan e para a Europa.
O chefe de governo da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que o acordo reforça a segurança do seu território.
Tensões e segurança na Otan
Trump não divulgou detalhes específicos do pacto. Um acordo de defesa existente desde 1951, atualizado em 2004, já permitia aos EUA aumentar tropas e bases na Groenlândia mediante aviso prévio à Dinamarca e Groenlândia.
Durante momentos de tensão, Trump não descartou a possibilidade de uso da força para controlar a Groenlândia, que possui cerca de 57.000 habitantes, o que gerou inquietação na União Europeia e na Otan.
Entretanto, a situação se acalmou, e para atender às preocupações de Trump, a Otan estabeleceu uma nova missão para fortalecer a proteção na região do Ártico.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login