Economia
Durigan apoia melhorias na tributação e critica oposição
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou nesta sexta-feira, 11, apoio a melhorias na reforma tributária, rejeitando o argumento da oposição que pede a paralisação da implementação das novas regras. Em entrevista à Band News FM, onde atuou como coordenador da área econômica na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, ele destacou que o Brasil está entre os últimos colocados no ranking mundial de tributação sobre consumo, ocupando a posição 195 de 200.
“Por que não podemos aprimorar nosso sistema de tributação sobre consumo? Será simples ou fácil? Não, entretanto, não temo mudanças, especialmente quando representam progresso. Nosso sistema tributário passará a ter alíquotas diferenciadas,” explicou Durigan.
O ministro também criticou as exceções estabelecidas pelo Congresso: “A alíquota geral combinada era 26,5%, incluindo União, estados e municípios no IVA Nacional. Porém, a taxa efetiva paga nas contas de luz e compras de mercado é de 32%, algo que poucos percebem,” destacou, ressaltando a complexidade atual do sistema.
Durigan demonstrou resistência a adiar a reforma, como sugerido pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Ele ironizou: “Ou vamos deixar o sistema como está, ou, segundo a oposição, suspender e esperar um ano, mantendo o Brasil entre os piores do mundo, mas sem gerar insegurança, é isso que querem?”
Durigan enfatizou a necessidade de seguir adiante e buscar o aperfeiçoamento do sistema tributário nacional. “Reconheço, na minha função, que o sistema é ineficiente.” Ele finalizou explicando que o Tribunal de Contas da União (TCU), órgão independente, definirá as alíquotas conforme o que for aprovado pelo Congresso, previsto para novembro.

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