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Eleição do secretário-geral da ONU depende mais de veto que de voto

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O ex-chanceler Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacou que a escolha do novo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) é influenciada principalmente por quem pode vetar, não simplesmente por quem vota.

O processo de seleção está acontecendo no Conselho de Segurança e é mantido em sigilo. Os países que têm assento permanente no Conselho, como China, França, Estados Unidos, Reino Unido e Rússia, possuem poder de veto.

Amorim comentou que o Brasil ainda não decidiu apoiar oficialmente nenhum candidato para liderar a diplomacia internacional após a renúncia, no sábado, da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet.

O mandato do atual secretário-geral, António Guterres, termina no final de dezembro. Amorim lembrou que o Brasil não participa da votação neste processo.

Diálogo entre gerações

Amorim esteve presente na agenda do presidente Lula nesta manhã na residência oficial do embaixador Sérgio França Danese, representante permanente do Brasil junto à ONU. Ele descreveu o encontro de Lula com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, como uma conversa carinhosa e respeitosa entre um homem mais experiente e um jovem líder.

Nas suas palavras, foi um diálogo no qual o mais velho transmitiu apoio e encorajamento ao jovem, que governa uma das metrópoles mais importantes do mundo, reforçando a importância de manter as promessas feitas e agir constantemente em favor das pessoas em situação de vulnerabilidade, além de combater todas as formas de discriminação, seja de gênero, raça ou outra, lutando contra as desigualdades.

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