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EUA atacam Irã após declaração de Trump sobre guerra
Novos bombardeios dos Estados Unidos acionaram os sistemas de defesa aérea em Teerã nesta quarta-feira (22), após o presidente Donald Trump afirmar que "a guerra contra o Irã ainda não terminou". Esse conflito já resultou em custos de 37,5 bilhões de dólares (190 bilhões de reais).
Por 11 noites consecutivas, o Exército dos EUA tem realizado ataques a alvos militares iranianos para enfraquecer sua capacidade de ameaçar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte mundial de petróleo.
O Comando Central dos EUA declarou que as operações visam reduzir a capacidade iraniana de interferir no comércio marítimo.
Antes desses ataques, Donald Trump ameaçou atacar em breve um complexo nuclear secreto na montanha Kolang, no centro do Irã, ressaltando que o conflito ainda está longe de terminar.
O aumento das tensões em torno do Estreito de Ormuz reavivou as hostilidades entre Irã e Estados Unidos desde 7 de julho, rompendo um acordo parcial assinado em junho.
O conflito, que já impactou negativamente a economia global e causou milhares de mortes, iniciou-se em 28 de fevereiro com ataques israelenses e americanos ao Irã, intercalados por um breve cessar-fogo em abril.
Apesar disso, os ataques foram retomados e ameaçam se expandir ao Mar Vermelho, essencial para o fornecimento de petróleo, após os rebeldes huthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, anunciarem o bloqueio da passagem de navios sauditas.
Em contrapartida, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que Washington ainda busca uma solução diplomática para o conflito com Teerã, lamentando a falta de seriedade nas negociações por parte iraniana.
Com as eleições legislativas americanas se aproximando em novembro, Donald Trump enfrenta pressão para encerrar um conflito que é impopular até mesmo entre seus apoiadores.
Os críticos destacam o alto custo da guerra, que além dos 37,5 bilhões de dólares já gastos, tem um pedido de mais 67 bilhões (340 bilhões de reais) para as forças armadas.
No Irã, após os ataques, a defesa antiaérea foi ativada na madrugada, e explosões foram relatadas em Bushehr, sede da única usina nuclear civil do país, assim como bombardeios no sul e noroeste iranianos.
Teerã respondeu com ataques a aliados dos EUA na região e bloqueou o Estreito de Ormuz, abatendo vários navios nos últimos dias.
Marco Rubio alertou que permitir o controle iraniano sobre essa via estratégica pode estabelecer um precedente perigoso com repercussões além do Oriente Médio.
Militares do Kuwait relataram interceptação de drones hostis, enquanto a Jordânia e o Bahrein também denunciavam ataques com drones e mísseis iranianos nas últimas 24 horas.
A Guarda Revolucionária do Irã advertiu que os inimigos devem esperar ondas ainda maiores de ataques com drones e mísseis mais potentes.
O Kuwait acusa o Irã de atacar usinas elétricas e plantas de dessalinização vitais para o abastecimento de água em uma das regiões mais secas do mundo.
Os rebeldes huthis do Iêmen continuam ameaçando bloquear o tráfego no Mar Vermelho, o que prejudicaria o acesso aos portos sauditas, alternativas ao Estreito de Ormuz.
Donald Trump advertiu que os EUA agirão contra os huthis se eles prosseguirem com essa medida.
O Estreito de Bab el-Mandeb, no sul do Iêmen, é uma passagem estratégica para navios que se dirigem ao Canal de Suez.
Como reflexo das tensões, o preço do barril de petróleo Brent ultrapassou 92 dólares (467 reais) em negociações na bolsa da Ásia, o maior valor desde 11 de junho.

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