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EUA impulsionam novo esforço de paz para encerrar guerra na Ucrânia

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Representantes de alto escalão dos Estados Unidos, Europa e Ucrânia estão reunidos em Miami nesta sexta-feira (9) para uma tentativa renovada de resolver a guerra entre Rússia e Ucrânia, um conflito atualmente em um impasse, para o qual Washington busca uma solução.

Os enviados do presidente Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, estarão em encontros de dois dias com negociadores ucranianos e representantes europeus tentando formular uma proposta conjunta que possa pôr fim ao conflito, conforme fontes americanas informaram à AFP.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou na quinta-feira que a guerra atingiu um ponto crítico devido à ausência de um acordo. Segundo ele, a alternativa para sair desse impasse seria uma escalada, o que poderia levar à expansão do conflito a países aliados da Otan.

“Acreditamos que não há uma solução militar para este conflito”, afirmou Rubio.

Novas propostas em discussão

O encontro em Miami acontece após a visita recente de Witkoff e Kushner a Moscou, no mês passado. O governo americano está empenhado em retomar o diálogo para acabar com as hostilidades.

Desde então, os negociadores americanos têm trabalhado em propostas com representantes da Ucrânia e da Rússia, conforme confidenciou uma fonte próxima às negociações à AFP.

Entre as ideias analisadas está um cessar-fogo parcial que suspenda os ataques à infraestrutura energética e aos embarques de grãos, de acordo com o site Axios dos EUA.

A Ucrânia demonstra disposição para considerar esse acordo, embora a Rússia mostre pouco interesse, segundo o veículo.

Com a aproximação do inverno, as negociações aceleram, motivadas pela possibilidade de novos ataques contra infraestruturas vitais na região.

Este esforço diplomático ocorre após recentes ataques russos dentro da Ucrânia, inclusive um que atingiu dois ônibus em Kramatorsk e resultou em 30 mortes.

Desafios e posições

Os esforços de Washington para encerrar o conflito enfrentam as demandas territoriais da Rússia, especialmente a insistência do Kremlin em controlar toda a região do Donbass, no leste da Ucrânia, área parcialmente sob controle ucraniano.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, rejeita ceder esses territórios, alertando que a Rússia poderia usá-los como base para futuros ataques.

A Rússia, que iniciou uma invasão em larga escala em fevereiro de 2022, atualmente ocupa cerca de um quinto do território ucraniano.

Espera-se que as discussões em Miami abordem garantias de segurança para proteger a Ucrânia contra futuras agressões russas, além de um plano para a recuperação econômica após o fim da guerra, conforme fontes americanas.

Conselheiros de segurança do Reino Unido, França e Alemanha foram convidados, assim como representantes da Otan e da União Europeia.

Autoridades europeias demonstraram preocupação com o aumento dos custos de energia e os impactos econômicos decorrentes do conflito.

Entre os representantes ucranianos estão o chefe de gabinete Kyrylo Budanov, o chefe da inteligência Rustem Umerov, além dos negociadores Sergiy Kyslytsya e David Arakhamia.

Witkoff e Kushner atualizaram Trump sobre suas propostas em uma reunião que contou também com o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e outros membros do governo, segundo o Axios.

Washington pretende avançar com o processo diplomático antes das eleições legislativas de novembro e espera retomar as conversas com Rússia e Ucrânia no final de outubro.

O Kremlin indicou que negociações trilaterais podem ser retomadas em outubro, embora uma data concreta ainda não tenha sido anunciada.

Recentemente, Trump mencionou a intenção de conversar por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, sem confirmação se a Ucrânia faria parte desse diálogo.

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