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Flávio Bolsonaro critica Lula por não promulgar lei da dosimetria

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência, afirmou nesta sexta-feira (8) que a promulgação da lei da dosimetria marca um momento para “virar a página, pacificar o País” e “seguir em frente”. Ele também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por sua “omissão” ao não promulgar a legislação. A lei beneficiará, entre outros, seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), reduzindo sua pena de 27 para 20 anos e diminuindo o tempo em regime fechado para dois anos e quatro meses.

“O Senado deu um passo significativo para recolocar o Brasil no caminho da serenidade institucional. É hora de deixar essa questão para trás, pacificar o País e permitir que o Brasil avance sem o peso de intermináveis disputas políticas”, escreveu Flávio Bolsonaro em suas redes sociais.

Em sua mensagem, ele também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Lula teve a chance de promulgar a lei, mas decidiu deixar o prazo acabar. Mais uma vez, escolheu a omissão e o conflito.”

A declaração tem um significado importante, pois ocorre enquanto alguns parlamentares da oposição continuam defendendo a dosimetria como um primeiro passo para um projeto de anistia.

Partidos da oposição, inclusive Flávio Bolsonaro, queriam uma anistia total, ou seja, a extinção das penas dos condenados pelo 8 de Janeiro. Sem consenso, essas forças políticas junto com o Centrão criaram um projeto de dosimetria que reduz o tempo das condenações. O Congresso aprovou o projeto em dezembro. Em 8 de janeiro, Lula vetou totalmente o texto, mas na semana passada, deputados e senadores derrubaram o veto. Como o presidente não promulgou a lei, a tarefa foi passada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

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